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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O ebook perfeito


Não falta gente para profetizar como será o futuro do livro e, se juntarmos todos os palpites, ele vai ser qualquer coisa, menos um livro. Mas e se pudéssemos criar o ebook perfeito? Uma mistura de literatura com o que mais você goste e criássemos o que nós gostaríamos de gastar nosso dinheiro para comprar?

Para começar ele seria no iPad. Ele é o único leitor atual que pode mostrar todo tipo de conteúdo multimídia com uma qualidade impressionante. Outra exigência que eu faria é ter trechos nos quais eu posso ler em paz. Toda vez que falam de unir livros com músicas, filmes e propaganda imagino pop ups enquanto leio. Pop ups estão proibidas.

A história tem ser boa (claro!) e tem que oferecer oportunidades para o conteúdo multimídia entrar de forma que acrescente algo ao texto - e não seja um conteúdo chato que te obriga a parar de ler para dar atenção a ele.

Vídeos não são ideais para o ebook. Eles exigem toda a sua atenção, da mesma forma que o texto. Música, por outro lado, pode ser uma boa para a história. Não sou especialista em música, mas imagino que uma trilha sonora de livro seria bem divertido, principalmente se quem a fizer entender que existe hora de acrescentar som e hora de deixar o leitor entrar na história, sem interferência.

Outra possibilidade é a imagem interativa. É possível fazer um desenho no qual você tem que interagir (colocar as coisas do Harry Potter na mala, por exemplo) e graças a essa imagem você saberia de algo que não saberia se a pulasse (uma dica que só seria percebida se você estivesse atento, não um item que brilha e pula na tela).

Esconder "Easter Eggs" (piadas e dicas divertidas que estão "escondidas" ao longo do livro e da história) também seria interessante. Isso incentivaria muita gente a voltar na leitura, analisar melhor o texto e tentar encontrar o capítulo perdido ali (esse capítulo seria algo do tipo da Segunda e curta vida de Bree Tanner: legal, porém dispensável).

O problema do ebook interativo é que não basta achar uma fórmula e repeti-la em todos os livros. Tudo que está acima pode ser simplesmente genial ou incrivelmente idiota. Talvez tenhamos finalmente chegado na era em que as pessoas tem que usar sua criatividade TODAS as vezes que for escrever, ao invés de só de vez em quando...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Comprando ebooks no Brasil

Há algum tempo me perguntaram onde os brasileiros podem comprar ebooks. A verdade é que a oferta no Brasil é minúscula e não há sinais de que isso vai mudar. Apesar disso, a Positivo acabou de lançar o primeiro leitor digital do país e, apesar do preço ser alto, o produto tem tudo para se popularizar por aqui, gerando uma demanda por livros digitais. O Blog Livro Livre dá o endereço das melhores lojas de ebooks no país.

A primeira loja foi a Gato Sabido, lançada no dia 5 de março deste ano. Ela marcou a entrada do Brasil na era do livro digital. Apesar da visão do seu criador, Carlos Eduardo Ernanny, a venda de ebooks não foi muito longe nos últimos seis meses. Ele lançou a loja com contratos de milhares de livros em inglês, mas não tinha como vender um produto que não existe: o ebook brasileiro. Ainda assim, a loja tem uma oferta sólida de obras em inglês, poupando o consumidor de ter que adquirir um cartão de crédito internacional para comprar os ebooks na Amazon.

A Livraria Cultura também oferece livros para os leitores que gostam da tecnologia. Ela foi a primeira grande livraria a lançar o serviço, em abril desse ano. Outra opção é a Livraria Saraiva, que começou a vender o produto em junho.


A vantagem de livrarias grandes começarem a vender o produto é a pressão que isso pode fazer nas editoras brasileiras. De certa forma, a Cultura e a Saraiva se interessarem em vender ebooks agiliza a ação das editoras.


Além dessas, há outras livrarias novas e antigas que tentam entrar para o negócio: A loja Singular e a Bookess se destacam nesse cenário que está em crescimento.


Não faltam lojas de ebook no país. O que está faltando são os ebooks em si, que devem ser produzidos pelas editoras. Para isso há sempre o ‘jeitinho’ enquanto elas não fazem o livro da melhor forma. O formato mais conveniente para quem é o ePub, mas um bom PDF também funciona muito bem na maioria dos e-readers, e é radicalmente mais fácil de fazer.


Tem algum livro que você gostaria de ler no ebook, mas não encontrou?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Kindle poderá ser trazido para o Brasil sem impostos



Quem já decidiu que vai comprar um leitor digital na próxima viagem para o exterior acaba de receber um incentivo extra. A Receita Federal mudou as leis de importação nesta semana. Com a nova regra, o turista pode trazer bens pessoais diversos desde que eles não sejam computadores pessoais ou filmadoras ou em número tão grande que seja óbvio que são para revenda. Porém, a parte boa da notícia não para aqui. De acordo com a Agência Brasil, que pertence ao governo, o leitor Kindle entra na lista de bens para uso pessoal.


Como ele não tira foto, não navega na internet e honestamente não faz nada além de exibir livros em preto e branco, ele não pode ser considerado um computador. Ou seja, a partir do dia
1º de outubro, pode-se comprar o Kindle sem impostos. O iPad, por outro lado é considerado um híbrido de smartphone com computador e quem quiser comprar tem que incluir ele dentro dos US$ 500 que o turista pode trazer para o Brasil.


Ponto pro Kindle na luta dos e-readers.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Faça sua escolha: 1 iPad ou 100 livros?


O site de relacionamento de aficionados em livros, Skoob, está fazendo um sorteio que promete acender a discussão de qual é melhor: ebooks ou livros em papel? O site vai sortear 1 iPad e 100 livros para dois usuários. Porém, a pessoa tem que escolher um deles, não pode concorrer aos dois.

Até o dia 3 de agosto, 2.180 pessoas preferiram o iPad e 1.654 querem ganhar 100 livros. Vale lembrar que os 100 livros terão que ser escolhidos entre uma lista feita pelo site – e que não tem muitas opções.

Para tentar a sorte é preciso ser cadastrado no site e morar no Brasil. O sorteio será feito no dia 18 de setembro e o resultado será divulgado no dia 20 de setembro.

Apesar de 100 livros ser uma proposta tentadora, eu acho que o iPad vale mais a pena. Você pode baixar livros nele! E você? Qual prefere?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ebooks, jornais e iPad

O tablet da Apple foi anunciado em janeiro, chegou nas lojas americanas em abril e começa a ser vendido mundialmente (não no Brasil) nesta sexta. Porém, depois da festa de notícias inicial, ficamos sabendo pouco sobre o produto e como ficaram os acordos entre a maior empresa de tecnologia do mundo e editoras. Para quem não leu nada sobre o iPad desde que anunciaram que ele existe é bom avisar: as pessoas ainda não descobriram para que, exatamente, ele vai servir. Apesar disso, quem tem um garante que é maravilhoso.

A primeira boa notícia é que as editoras parecem ter concordado em um formato universal para o ebook. Isso é uma boa notícia para quem não vai comprar o iPad, mas ainda assim quer um e-reader. O formato ePub se adapta automaticamente a qualquer tamanho de tela e funciona em todos em readers já lançados. Isso também é bom para quem planeja baixar ebooks ilegalmente. Com um formato único fica mais fácil encontrar o livro que você quer, sem ter problemas de compatibilidade.


Nem só para ler livros serve o iPad. É isso que milhares de aplicativos feitos para o dispositivo tentam explicar. Infelizmente, os programadores ainda não conseguiram deixar isso claro. A maioria dos aplicativos só passou por um ajuste para ficar bonito na tela do iPad. Pouca coisa foi criada especificamente para o tablet, mas tem muita gente pensando nisso. Com certeza alguém no mundo foi pensar em utilidades legais para ele.


A grande novidade do iPad é a facilidade com que jornais e revistas podem ser lidos. Enquanto eles ficam ridículos na telinha no iPhone, eles ficam realmente bonitos na telona do iPad. A Folha de S. Paulo já lançou uma versão para o gadget e outros jornais brasileiros devem seguir o exemplo. Nos EUA todos já podem ser lidos sem problemas.


Para os escritores de plantão também há novidades. A Apple facilitou a publicação de livros por autores independentes. Por enquanto é preciso ser americano, mas isso deve mudar com o lançamento do dispositivo em outros países. Para publicar o livro é necessário ter ISBN e ter o arquivo em ePub. Duas exigências das mais compreensíveis.



Por último temos o item mais fashion da lista. Um mês e um milhão de unidades vendidas depois do lançamento, o iPad deu início a um mercado extremamente lucrativo de capas para o tablet. O fato que a capa oficial da Apple é mal feita e suja com facilidade só fez impulsionar as vendas. Abaixo, algumas das capas mais memoráveis.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Primeira loja de ebooks no Brasil entra no ar

A Gato Sabido, primeira ebookstore do Brasil finalmente começou a vender títulos efetivamente. O lançamento da loja estava marcado para 15 de dezembro do último ano, mas por problemas logísticos a loja só começou as vendas na sexta-feira, 5 de março.

O dono da loja, Carlos Eduardo Ernanny declarou à Publish News que eles tem a intenção de vender os livros pelo mesmo preço que lojas internacionais. “Se alguém encontrar preços internacionais menores que o nosso, nos avise. Internet é isso: interatividade com o cliente 100%!”, disse Ernanny.


Os preços variam de menos de R$ 3,00 a mais de R$ 20,00 por título. Além dos livros, a loja vende um e-reader, o Cool-er por R$ 750,00.

sexta-feira, 5 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Bibliotecas entram na era do ebook


Para que serve uma biblioteca quando cada indivíduo caminha com mais de 1.000 livros dentro da sua mochila? É exatamente isso que a gerência da Biblioteca de Shaler North Hills, localizada em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, está tentando descobrir. Recentemente eles compraram nove Kindles e estão testando qual é a melhor forma de emprestar os e-readers para seus usuários. estão testando o produto.

No meio de abril o público geral poderá alugar Kindles, mas até lá, alguns usuários selecionadosBreidenbach, de 54 anos, é um deles. "É um instrumento legal, fácil de usar, mas eu ainda estou com medo de deixar ele cair e quebrar porque eu sou desastrado às vezes", disse após usar o aparelho por 2h30 no primeiro dia de aluguel.


A biblioteca lida com empréstimos em acervo digital desde 2005. O usuário leva seu computador, telefone ou MP3 e transfere um arquivo que vai durar um tempo determinado no computador de cada um. Uma forma barata e cômoda de pegar um livro emprestado sem ter que devolver nem respirar os ácaros da obra amarelada.


Com o serviço único que eles oferecem, algumas mudanças ocorreram. Desde 2005, acervo digital aumentou de 250 para 18.000. O número de usuários acompanhou o crescimento, e passaram de 82 para 4.500. Para manter o acervo são investidos US$ 50 mil por ano.

Via Pittsgurgh Tribune-Review

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Venda de ebooks cresce 176% nos EUA


Enquanto alguns de nós torce para os ebooks não dominarem o mercado, acabando com os livros de papel, outros compram os ebooks. A venda do livro virtual cresceu 176% no mercado americano em 2009. A informação foi dada pela Associação Americano de Editores (AAP) durante uma reunião em que eles relataram o desempenho do mercado editorial do seu país nos anos de 2008 e 2009.

As informações englobam 13 editoras, que anunciaram o crescimento de 176,6 % na venda de ebooks, equivalente a US$ 169.5 milhões. Além do aumento da venda dos livros virtuais, eles também anunciaram o declínio da venda de livros comerciais impressos. Ao todo, os ebooks passaram de 1,2% a representar 3,3% das vendas de livros do país.


A notícia com certeza está ligada ao aumento do número de plataformas para a leitura do ebook. Ao longo de 2009, o Kindle fez grandes mudanças e o iPhone se mostrou uma plataforma confortável e confiável para a leitura dos livros.


Apesar disso, podemos ficar tranquilos quanto a manutenção dos livros de papel. O mercado mais atingido pelo ebook foi o do paperback, gênero praticamente inexistente no Brasil. Além disso, o preço do ebook que as grandes editoras pretendem atingir é tão alto - US$ 20 - que vale mais a pena gastar R$ 40 em um livro brasileiro que você pode guardar do que o mesmo dinheiro em um livro virtual.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que é o iPad para os leitores


O iPad é um grande avanço tecnológico, algo que provavelmente vai mudar a forma com que interagimos com a tecnologia (de novo). Porém, mudar os nossos hábitos vai demorar algum tempo e, até lá, o iPad é um leitor de livros em primeiro lugar. Entenda melhor de onde a Apple tirou as suas ideias e como a indústria literária está reagindo ao novo aparelho.

Quando Steve Jobs fez o seu pequeno espetáculo pirotécnico de gole rolê preta muita gente achou que ele estava dando primeiro passo para a real transposição dos leitores de livros para ebooks. O que muitos não sabem é que o iPad e o iBooks são frutos de uma longa jornada.


A evolução do ebook atual

Tudo começou quando as pessoas começaram a trocar ebooks na internet. O sistema era incipiente, a maioria dos arquivos em PDF ou doc, mas muita gente achou que o prazer de ler sem pagar ou ter acesso a um livro esgotado valia o inconveniente de ler na tela do computador. Percebendo que ali estava um nicho de mercado inexplorado a Amazon decidiu revisitar uma anti
ga tecnologia e tentar fazer o e-reader "pegar" no gosto do povo.

A principal reclamação dos antigos aparelhos era o brilho da tela, que causava dores de cabeça em que lia por tempo demais. Pensando nisso, foi criado a digital ink. A tecnologia permite que as pessoas leiam de uma tela que emite zero luminosidade, mas é mantida por uma bateria (que dura duas semanas).

O primeiro kindle foi lançado no dia 19 de novembro de 2007, em um evento bem parecido aos da Apple. Mas o primeiro aparelho, um verdadeiro tijolão, não agradou os compradores. Porém, os criadores não ficaram desincentivados. A tecnologia parecia ter agradado e novas versões mais finas do aparelho foram criadas e vendidas até que o kindle fosse o produto mais vendido de uma loja internacional.

Por outro lado, temos o iPhone. Criado como um telefone extremamente tecnológico, o aparelho ganhou inúmeros usos desde maior de 2007, quando a versão 2G foi lançada. Isso acontece graças aos aplicativos que podem ser instalados no gadget através do iTunes ou de meios ilícitos.

O aparelho só ganhou força depois do lançamento do modelo 3G e com ele vieram os aplicativos de leitura. Um dos mais famosos e mais elegantes aplicativos para leitura no telefone é o Classics. Criado por Phillip Ryu, ele oferecia uma estante de livraria de madeira onde o leitor poderia escolher o que ler a partir da capa do livro. As opções eram uma seleção de livros clássicos que se mantiveram atuais como Flatland e Alice no País das Maravilhas.

O aplicativo iBooks também é elegante e tem exatamente o mesmo "look", mas não é nenhum segredo que a criação foi inspirado no aplicativo. O próprio criador do Classics admite também ter se inspirado em terceiros.















iPad, o leitor e o autor
Por mais que os aficcionados por tecnologia queiram eleger o iPad como "o melhor de tudo no mundo", a verdade é que, para o leitor, o aparelho não é tão impressionante. Se o seu único objetivo for ler livros sem precisar gastar espaço na sua casa e gastar árvores do mundo, o kindle é o aparelho para você. Ele é mais barato e a bateria dele dura muito mais - duas semanas contra as 10 horas do iPad.

Já se você for um escritor e deseja uma espécie de moleskine moderno para anotar seus pensamentos e escrever livros enquanto anda pela cidade, o iPad é o melhor que você vai encontrar - por enquanto. Nos Estados Unidos, os escritores já começaram a comemorar a chegada do fetiche. O desejado e-writer permite pesquisas na internet enquanto se escreve, além de aplicativos de apoio ao processo criativo. Além disso a Apple oferece um teclado acoplável, que quase alcança o tamanho original de PC.

Editoras e os e-readers

Por enquanto é difícil dizer qual e-reader será o videocassete do futuro e qual será o betamax. Assim como no caso das fitas, é preciso esperar os consumidores elegerem o seu formato favorito. Enquanto isso não acontece, as editoras apostam no seu favorito ou simplesmente assinam contratos com todos enquanto aguardam a decisão.


A disputa é acirrada e ambos os lados tentam atrair os cliente. A Amazon anunciou um novo contrato para escritores independentes recentemente. Nele, o autor ficará com 70% do preço de venda do produto desde que o livro tenha um custo máximo de U$ 9,99. A Apple oferece um contrato similar para as editoras. Deve ficar com 30% do preço de venda, mas acredita-se que os livros vão custar, em média, U$ 12,99.


Já as editoras americanas indicam que gostariam mesmo é de cobrar o mesmo preço do livro de capa dura, até U$ 20.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quando o ebook é uma boa ideia

Muito se discute sobre os problemas do kindle (e ebooks em geral) e a grande vantagem de se comprar livros usados, mas até eu sou obrigada a admitir que, em alguns casos, o ebook é a melhor opção disponível.

O primeiro caso é quando você quer ler um livro que já parou de ser impresso. Muita gente não sabe, mas os donos dos sebos também querem ganhar dinheiro e a lei da oferta e a procura é válida no mundo dos livros usados. Eles não cobram pouco por bondade do coração, eles cobram um valor vendável.

Quando um livro some das livrarias, os donos de sebos vão ficar sabendo e eles vão aumentar o preço da cópia que possuem. É assim que o "Clube da Luta", antigamente um livro moderadamente caro, passou a custar R$ 150,00. Quem quiser somente ler a obra, sem precisar de possui-la, vai encontrar no ebook seu melhor amigo. Em inglês, o ebook custa U$ 9. Quando a indústria se assentar no Brasil, eu imagino que ele vá custar menos que R$ 150.

Outra ocasião em que o ebook é uma vantagem é quando você quer ler livros cuja capa você não quer que ninguém veja. Segurando o aparelho de aparência sóbria, ninguém vai adivinhar o que você está lendo. Além disso, não sobram montanhas de livros que você nunca mais vai ler e que ninguém quer pegar emprestado.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amazon tenta abaixar preço do ebook

O preço do ebook para o kindle é um dos maiores problemas da nova plataforma - leia sobre os outros. Muitos livros chegam a custar U$ 20, o que os faz ligeiramente inacessíveis em outros países que não os EUA. Quem vai pagar R$ 40 por um livro que não vai poder tocar? É pensando em seus milhões de compradores que a empresa vai disponibilizar um novo tipo de contrato para quem quiser publicar de forma independente para o kindle.

A partir de 30 de junho a empresa vai oferecer um novo contrato para o escritor independente que garante que 70% do preço do livro, menos a entrega, será dele. Ou seja, para um livro de U$ 8,99, o escritor receberá U$ 6,25. No contrato antigo ele receberia U$ 3,15. Porém, a Amazon não está fazendo isso por bondade do coração. Para aceitar o novo contrato, o livro deve custar de U$ 2,99 a U$ 9,99, sendo que deve ser custar 20% menos do que o preço do livro físico.

Além de diminuir preços, a novidade tem outro objetivo: colocar uma frente competitiva para o lançamento do iTablet, da Apple. O gadget da empresa do iPhone será lançado no dia 27 de janeiro e especialistas dizem que eles oferecerão um contrato similar ao novo da Amazon. Atualmente a Amazon vende 80% dos ebooks de todo o mundo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O kindle pode salvar o mundo?

Na Superinteressante de dezembro saiu um infográfico sobre como o kindle pode salvar o mundo. O argumento básico é que, apesar de o kindle produzir mais de 22 vezes mais CO2 do que um livro comum, cabem 2.000 livros em cada um deles. Sendo assim, o kindle se paga.

Not!

Na mesma revista, na página 36, está escrito que cada brasileiro compra 1,2 livros por ano. Se cada brasileiro compra menos de dois livros por ano, como que o kindle vai valer a pena? Para que isso acontecesse, cada dono de um kindle teria que:

1- Nunca comprar livros em papel
2- Ler 2.000 livros antes de comprar a nova e melhorada versão do gadget que com certeza vai aparecer em alguns anos (meses?) - Na verdade ele teria que já ter o hábito de ler 2.000 livros com certa regularidade.



Alem disso, cada pessoa que compra livros de papel teria que nunca emprestar o seu livro para um amigo ou conhecido. Afinal cada livro emprestado é uma árvore não derrubada.

Poxa, Super, esperava mais de vocês...

10 razões para ler no papel
Primeira loja de ebooks do Brasil

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Primeira loja de ebooks do Brasil


Como eu disse no último post, não tem como lutar contra a tecnologia. O ebook chegou e apesar de não o meu preferido não acho que ele vai embora. Para provar isso chegou a notícia: A primeira loja de ebooks do Brasil, o Gato Sabido, entra no ar no dia 15 de dezembro

Apesar de estar triste pelos livros, essa é uma boa notícia. Finalmente os brasileiros vão poder comprar seus ebooks legalmente de uma loja "local". No dia do lançamento, a loja vai oferecer 100 mil títulos em inglês e 400 em português. A previsão do criador Carlos Eduardo Ernanny é que em 2010 eles ofereçam cerca de 30 mil obras em português. No momento só a editora Zahar entrou no esquema e está em processo de conversão de seus livros.

De acordo com o Publish News, "Carlos Eduardo Ernanny é carioca e trabalhou 17 anos no mercado financeiro, mas sempre foi um amante dos livros – tem uma biblioteca pessoal com mais de 2 mil títulos. Há mais de um ano Duda (como gosta de ser chamado) decidiu que era hora de trabalhar com a sua paixão, os livros. 'Só precisava descobrir em que área'".

Ele vai vender o e-Readers COOL-ER por cerca de R$ 750,00 e está preparando um aplicativo para o iPhone para permitir que seus livros sejam comprados por quem usa o smartphone. Agora é só esperar para a loja abrir e ver quanto eles vão cobrar por livro...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

10 razões porque prefiro ler no papel

Muito se discute sobre o futuro do livro. Papel ou pixel. Atualmente quem se rendeu ao pixel, na verdade é um leitor híbrido, pois não abandonou o papel. No futuro, porém, pode ser que não tenhamos uma escolha. Se uma nova tecnologia domina, a antiga não sobrevive se não for a preferida de todos.

Sou uma leitora há muitos anos, mas, apesar de ler muitos livros no celular, quando posso escolher prefiro ler palavras escritas no papel. Infelizmente isso não deve durar para sempre, cada vez que vou à livraria e vejo que o livro que quero custa R$ 50,00, o ebook ganha pontos. Apesar disso, aí vão as 10 razões porque prefiro ler no papel, não necessariamente na ordem.

  1. Não posso emprestar um livro digital - nem todos tem a plataforma de leitura
  2. Se eu perder um livro, perdi só um livro, se perder um ebook, perdi mais de 300 reais
  3. Fotos e gráficos ficam horrorosos
  4. Não posso guardar pixels na estante e ficar olhando para todos os livros que já li
  5. Qualquer gotinha de água faz a tela ter aquele efeito arco-íris, inclusive o suor dos dedos
  6. Perco os arquivos do ebook depois de ler e depois esqueço o que já li
  7. Não posso ver a figura e ler o texto ao mesmo tempo - a maioria dos ereaders sequer mostra a figura, mas mesmo se mostrasse só abrem uma página de cada vez.
  8. Só posso abrir uma obra de cada vez - nada de estudar com vários livros ao mesmo tempo
  9. Não posso fazer cópias de páginas digitais
  10. Fico sem a experiência de ter a obra na minha mão, admirando a capa, o tipo de papel etc

segunda-feira, 16 de março de 2009

Fábrica de Sonhos - Fic Fan


Uma boa opção para quem quer escrever contos, livros etc e deseja ser lido pelo seus pares é a Fábrica de Sonhos. Melhor do que ficar no orkut, de comunidade em comunidade, pedindo críticas, é se juntar ao pessoal que já deseja ler o que você escrever e, juntos palpitarem no trabalho um do outro.

O pessoal da Fábrica de Sonhos já conseguiu montar uma antologia de contos em e-book, selecionanado o melhor escrito de cada um dos integrantes. É o melhor do Desafio Operário.

Vale lembrar que eles só trabalham com dois gêneros (ou sub-gêneros?), Ficção Científica e Fantasia e que estão chamando textos para a publicação de duas antologias:

A primeira é "Casamentos Phantastikos", que deve ser lançada em maio desse ano. Os editores dessa chamada especificaram mais um pouquinho o que gostariam de ver nos textos, que podem ser enviados até dia 20 de abril:

Queremos ler sobre as agruras da vida a dois, do casamento - ou seu equivalente em Barnard - até que a morte - ou as diferenças irreconciliaveis - os separem. Iremos aceitar contos de Fantasia, FC ou Terror. Mas atenção: fuja do lugar comum, mostre-nos o lado inusitado do dia-a-dia, mesmo que seja em Avalon.

A outra chamada é "Sonhos de uma noite de verão", que deve ser lançada em junho desse ano. Os textos devem ser enviados até 20 de maio e devem ter o seguinte perfil:

Quando o dia e a noite tem a mesma duração, tudo pode acontecer. Tragam leituras, releituras e apropriações da peça de Shakespeare. O que sua imaginação criar com os elementos desse conto de fadas irônico e divertido.


Se quem gosta de escrever mandar seus contos acho que dá para sair algo muito bom daí. Agora é esperar até maio....

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Biblioteca digital móvel


A biblioteca da cidade de Pasadena, California, entendeu de uma vez por todas que o acervo digital é seu fututo, quanto antes ele for aceito, melhor para a biblioteca em si e para quem a usa. Para mostrar a sua atitude positiva perente o digital, eles decidiram que sua coleção eletrônica - "pequena, porém uma fração crescente" - deveria ser divulgada.

Para fazer isso, eles estão usando o ônibus-trator da foto acima para fazer uma espécie de tour do DigitalBookmobile essa semana. Mas eles avisam: vão fazer isso somente uma vez, por dois dias - quarta e quinta - em que todos que possuem o cartão da biblioteca vão poder fazer downloads da colação livremente.

A equipe virtual deles estará a postos para processar o download de audiobooks, ebooks, música e vídeos para uso pessoal em aparelhos que podem ir dos iphones aos mp3 players. Para os organizadores a experiência permite que o público se familiarize com o fato que a biblioteca agora tem uma "ala digital" que oferece vantagens como pedir materiais de casa, em qualquer formato, que não são perdidos e que não têm que ser devolvidos - eles param de funcionar automaticamente. Além do fato que ninguém mais vai ter que pagar multas.

Eu, pessoalmente, sou a favor das “alas virtuais”. Fui recentemente fisgada pelo ebook no celular e já estou no meu quarto. Não é irritante como ler no pc e tenho o livro que estou lendo em TODOS os lugares que vou, a qualquer hora. Seria bom poder alugar livros da biblioteca. Quando as minhas aulas voltarem poderia ler os livros que os professores recomendam no celular!


Matéria em inglês aqui.