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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Faça sua escolha: 1 iPad ou 100 livros?


O site de relacionamento de aficionados em livros, Skoob, está fazendo um sorteio que promete acender a discussão de qual é melhor: ebooks ou livros em papel? O site vai sortear 1 iPad e 100 livros para dois usuários. Porém, a pessoa tem que escolher um deles, não pode concorrer aos dois.

Até o dia 3 de agosto, 2.180 pessoas preferiram o iPad e 1.654 querem ganhar 100 livros. Vale lembrar que os 100 livros terão que ser escolhidos entre uma lista feita pelo site – e que não tem muitas opções.

Para tentar a sorte é preciso ser cadastrado no site e morar no Brasil. O sorteio será feito no dia 18 de setembro e o resultado será divulgado no dia 20 de setembro.

Apesar de 100 livros ser uma proposta tentadora, eu acho que o iPad vale mais a pena. Você pode baixar livros nele! E você? Qual prefere?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A verdade nua e crua

Cartões quase nunca são fiéis aos sentimentos das pessoas, mas o site someecards traz a prática para outros níveis. Entre os melhores cartões, estão alguns sobre a arte de recomendar livros.


Não se esqueça que a consequência de comprar um iPad pode ser ganhar ebooks de aniversário.


Vamos rezar para que um inverno rigoroso e uma fonte de renda incerta não nos force a, de fato, ler um livro.

Onde vivem os monstros pode ser a única chance que terei na vida de ver um filme baseado em um livro que li.



Acabei de ler um terço de um livro que eu recomendo fortemente.


Obrigado por recomendar um livro que eu nunca vou ler.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Jane Austen é para crianças?



Muitas pessoas acreditam que os gêneros: infantil, infantojuvenil, juvenil e o jovem adulto fazem parte de uma grande massa de livros coloridos que devem ficar no mesmo canto da livraria. O descaso com os jovens leitores chega ao ponto de vermos adolescentes ao lado de crianças pequenas se empurrando para tentar achar os livros que cada um deseja de ler.

A falta de atenção com o espaço de cada leitor chegou ao extremo. Encontrei o livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austen no meio de livros infantis. O livro não estava ali por acaso, havia sido cuidadosamente colocado ali por funcionários da loja e a capa do livro não deixa dúvidas que o conteúdo não é exatamente para crianças.

O caso é extremo, mas não é isolado. O cuidado necessário ao organizar os livros em uma livraria de modo que todos possam encontrar o que procuram sem ter que pedir ajuda ao funcionário - que raramente vai saber explicar.

É compreensível que nem todas as livraria tem o espaço físico disponível na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em SP e, portanto, não podem criar espaços distintos e delimitados para cada gênero. Mas dentro do espaço disponível de cada livraria é possível respeitar as diferenças e criar um local em que crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos possam encontrar o que querem sem medo de levar - enganados - Orgulho e Preconceito para casa.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Livros embalados como cigarro


Cigarros e livros estão historicamente ligados, mas enquanto o livro é considerado um vício saudável, o cigarro decaiu e está as beiras de ser banido do mundo. Com saudades dos "bons" e velhos tempos, quando se podia fumar no meio de montes de papel, uma empresa criou o Cigarro Literário.

São onze contos de seis grandes autores que vem dentro da embalagem mais elegante do mercado. As caixas são de alumínio e o livro vem embrulhado em papel alumínio e celofane. Todos os livros apresentam o texto integral e os fabricantes dizem que a fonte permite uma leitura fácil.

No site você pode comprar um maço por R$ 20 mais frete ou o pacote por R$ 117 mais o frete.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Livros mais roubados

A Folha de S. Paulo publicou uma matéria nesta segunda-feira sobre a grande incidência de roubos de livros em livraria dos país e quais são os alvos favoritos. A série Crepúsculo levou o primeiro lugar - o que não é nenhuma surpresa, o mais lido é o mais roubado. São alguns dos outros livros roubados que chamam a atenção. Umberto Eco e Nietzsche também estão na lista dos preferidos dos mão-leve.

Ao todo, o setor leva um prejuízo de 4% ao ano, segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL). Mas não precisa ficar muito triste por eles. Somente em 2009, a indústria teve um aumento de quase 10% em suas vendas. Afinal de contas, quem rouba é minoria e a maioria de pessoas que não rouba é quase que roubada pelos altos preços praticados.

As livrarias estão instalando sistemas de segurança para pegar os mais ousados, mas, na minha opinião, isso só vai deixá-los mais cuidadosos. Uma atitude interessante é da livraria americana Barnes and Nobles. Eles pegaram os livros mais roubados e os colocaram em uma estante especial, atrás de um balcão, onde você só pode pegar se pedir para um vendedor.

Isso não só diminui o crime como cria uma estante de "livros tão bons que tem gente que rouba para ler". Eu não sei quanto a você, mas eu iria dar olhada nele com atençao...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Livro como tela de pintura

Quem disse que não cabe mais arte em um livro publicado? Que não há espaço para pintar além do que já foi feito? Com certeza não foi Mike Stilkey. O artista sempre gostou de trabalhar com papel vintage, capas de discos de vinil e páginas de livros. Ultimamente ele decidiu investir no último e criou "Book Sculptures", mais uma forma de transformar livros antigos em arte.

Stilkey usa uma mistura de nanquim, lápis colorido, tinta e verniz transparente para fazer sua arte. Veja mais aqui.










sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Briga de Tiger Woods aumenta venda de livro


Tiger Woods, o famoso jogador de golfe, teve uma briga com a sua mulher que saiu em todos os jornais do mundo. Para simplificar, eles brigaram, ele saiu de carro com o rosto machucado. Ela supostamente teria perseguido o carro dele com um taco de baseball e, assustado, ele bateu o carro em um poste e deitou no chão.

Nada disso teria espaço no Livro Livre se os fãs do jogador não tivessem reparado que tinha um livro no chão do carro destruído dele. O Getting a grip on Physics de John Gribbin estava no meio dos cacos de vidro como quem não quer nada. Graças a isso o livro passou do 396.224 lugar no ranking da Amazon para o 2.268.

Questionado sobre isso o autor disse: "Fico feliz que alguém lê meu livro. Só queria que fosse um que ainda tivesse exemplares". Getting a grip on Physics é uma introdução ilustrada à física moderna.

domingo, 27 de setembro de 2009

Estante de livros preferidos

Esta é a estante dos meus livros preferidos. Ao longo dos anos sempre que eu lia um livro que era realmente bom eu guardava o livro em um lugar especial, separado, para impedir que outras pessoas pegassem ele ou emprestassem para amigos de amigos e eu nunca mais visse o meu querido livro.

Depois de algum tempo, o que era inicialmente uma prateleira virou uma bagunça e, mais recentemente, os favoritos ganharam uma estante só para eles.

Aqui vai um pouquinho da história deles. Clique na foto para ler um pouco sobre cada livro no flickr.

E a sua estante? Como ela é?

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Novo livro do Tolkien

Eu fico imaginando como as pessoas encontram tanto material para publicação póstuma. Eu sempre pensei que o que o escritor quisesse publicar, ele teria submetido à um editora e o que não quisesse, guardado em casa. Porém, são poucos o que têm esse desejo atendido. Na maioria das vezes, se o escritor é muito famoso, como é o caso do Tolkien, seus manuscritos valem ouro, mesmo os que não foram revisados, ou encarados pelo próprio escritor como um esboço, um começo e não um produto final que será lido por seus fãs.

Eu imagino que o novo livro do Tolkien "The Legend of Sigurd and Gudrun", que será publicado pela Editora Houghton Mifflin em maio, tenha sido encontrado em algum lugar do sótão da casa do escritor.

A história em si é um épico em que o herói é Sigurd, o caçador de dragões. A edição será limitada (500 cópias) e publicada em box de capa dura e assinada pelo filho do autor, que acrescentou algumas notas ao livro.

Esse é o site da editora com o anúncio da publicação.


Para evitar exatamente a publicação póstuma, Júlio Verne queimou todos os seus escritos não publicados,algum tempo antes de morrer.

domingo, 20 de julho de 2008

Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone

Um tempinho atrás eu vim aqui para falar da distribuidora de livros independentes, Os Viralata. Eu imagino que o dono da iniciativa, Albano Martins Ribeiro, tenha ficado muito satisfeito em ver um post falando bem sobre o seu site porque ele me mandou o livro dele. O presente foi recebido, adorado, lido e agora eu gostaria de falar um pouco sobre ele. É o livro da foto aí de cima, de nome "Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone", sendo que Branco Leone é seu pseudônimo.

Quando eu peguei o livro a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa ser preto e branco. Quem já foi no site dele deve ter visto que ele tem uma seção com dicas para quem quer publicar sem uma editora e com o livro em mãos, pude ver que ele não só fala sobre o assunto como também faz. O livro não tem aquele acabamento fantástico dos livros de editora, mas também não tem o preço extorsivo que as editoras cobram pelos seus livros bonitinhos. Custa R$ 19,25 com o frete. E o mais importante: É um livro bonito visualmente, bem feito e com uma capa bacana.

Já o conteúdo é outro assunto:

Alguém lembra do começo da internet? Quando os blogs não eram de dicas (como o meu), mas sim de textos autorais? Um tempo longínquo em que as pessoas realmente se sentavam nos seus computadores para escrever um pequeno texto (ou um longo texto, na época podia) sobre um fato curioso da sua vida ou somente alguma coisa que você estava pensando. E outras pessoas realmente se sentavam para acompanhar eles? Eu fiquei quase saudosista ao ler o livro de Branco Leone. O tempo que os blog eram pequenos diários nos permitia mais tempo para ler o que existia e mais tempo para escrever também.

São 98 páginas de pequenas histórias que alguém achou que valia a pena contar. Uma carta de despedida para o seu cabelo, a incapacidade de uma criança de achar objetos dentro de casa, a opinião dele sobre comentários elogiosos, mas sem sugestões de como melhorar. São assuntos variados escritos de uma forma leve e interessante.

Nada que está no livro é inédito, todos os textos já foram publicados em blog e você pode ir lá e ler todos eles de graça, sem pagar pelo livro ou pelo e-book. Mas se fizer isso não vai poder ler no ônibus, na fila, na sala de espera ou na cama. Eu digo isso porque, para mim, o livro com os seus pequenos textos é perfeito para ficar na mochila e ler naqueles momentos em que você não tem muito tempo para conseguir concentrar no livro-cabeça que você comprou, mas gostaria de ler algo leve e interessante.

Não preciso nem dizer que eu gostei do livro, acho que ficou mais do que claro aqui. E parece que, sem perceber, acabei de quebrar mais um tabu. Livros independentes não são, necessariamente, leituras dificeis e densas de pessoas que defendem pontos de vistas extremos. São só isso, livros independentes, publicados sem uma editora. Nada de muito complexo aí.

domingo, 8 de junho de 2008

Eu, uma feiticeira??


Eu tenho falado muito sobre as pessoas que escrevem um livro e têm dificuldade de ser publicadas, mas recentemente eu descobri sobre um pessoal que realiza o sonho de quem quer ser o personagem de um romance. É uma loja em Berlin, na Alemanha que emprega 10 escritores.

Eles vendem livros para quem quer ser o protagonista de uma aventura, romance, drama etc. São duas modalidades de livros. Os que têm uma história pronta e que somente mudam o nome da pessoa. Para isso existe um catálogo com histórias, fundos (eles são ilustrados) e capas diferentes. Esse livros não são grande novidade. Há um tempo atrás já teve deles aqui no Brasil. Eu lembro do meu irmão ganhar um sobre ele. Lá eles custam US$ 25,00, cerca de R$ 48,00.

A outra modalidade de livro são os livros escritos especialmente para a pessoa. Não é uma biografia, mas sim uma história de ficção em que a pessoa pode escolher o cenário, a época, o estilo, o tema, o número e a personalidade dos personagens na hora de fazer a encomenda. Esses custam US$ 260,00, cerca de R$ 442,00. Na matéria que eu li, dizem que quem escolhe esse tipo são hotéis, grupos de amigos, casais etc. Sempre tentando criar uma fantasia em grupo. É uma forma legal de recriar (ou criar) a história de um grupo. É sempre mais legal ter amigos super-heróis, magos, bruxas, aventureiros e ainda ter aquele amigo companheiro de todo dia!

A loja não tem site, mas quem for para Berlin, pode trazer um pra mim!


domingo, 1 de junho de 2008

O que mais podemos fazer?


Eu começei a escrever esse post ultrajada por uma iniciativa que vi na internet. O LivroZine. Essa é uma iniciativa independente de um jovem design sergipano. A idéia é fazer um livro de contos de ficção científica de diversos autores que se interessarem em ser publicados.

Até aí eu também tinha ficado animada, pensando "será que eu escrevo um conto para o cara?" Mas depois fui lendo o blog do LivroZine e vi que ele cobra R$ 60,00 para a publicação de cada conto seu no livro. Tudo bem que você ganha alguns livros depois de publicado, mas tem que pagar o frete para esses livros chegarem até você...

Achei isso muito estranho! Que tipo de idéia é essa? Pagar para ser publicado?? O legal não é alguém te pagar pelos seus escritos? Escrevi o post falando e falando que essa era uma iniciativa que começou bem, mas que desandou que o cara tinha que arrumar um jeito de fazer isso de uma forma melhor.

Foi pensando nessa forma melhor que eu me dei conta. Que forma melhor? O cara (o nome dele é Márcio) quer fazer um livro de contos de ficção científica. Isso é quase o mesmo que querer que os turistas venham ao Brasil atrás de arte e não mulheres de biquini! Missão impossível! E ainda sim ele está tentando.

Claro que a iniciativa dele, na minha opinião, pode ser melhor. Ainda acho que os interesses do autor e do leitor podem ser mais bem favorecidos. Por exemplo, o conto que for para o livro não pode ser publicado em qualquer outro lugar e o livro não será vendido para livrarias. Com isso eu entendo que se você mandar seu conto, ele nunca vai ser lido por ninguém além dos seus amigos mais chegados que lerem ele.

Mas o que ele pode fazer? O que qualquer um de nós podemos fazer para publicar o que a gente escreveu? As editoras no seu pedestal não querem saber do novo. As editoras independentes tem alguns projetos de democratização da publicação como a Deriva, mas por mais barato que seja, você que paga pelo benefício. Melhor fazer igual o Márcio e tentar juntar um pessoal para dividir os custos, não?


Concluindo, eu apoio a iniciativa dele por falta de outra opção.


As pessoas que já descobriram o que ele está fazendo também parecem estar gostando. É arriscado, mas se der certo e ficar legal todos podemos nos beneficiar com mais um livro (espero que barato) de autores novos. Um refresco para que gosta de ler.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Editora Deriva


Para começar, quero deixar claro que o objetivo desse blog é ser um local onde quem se interessa por livros, literatura e movimento social possa se informar e apreciar textos, notícias, resenhas, críticas. A idéia é mostrar para leitores e blogueiros que existe uma alternativa à literatura mainstream.

Não tem outra forma de começar a fazer isso senão mostrando a principal editora alternativa de baixo custo que temos no país hoje. A Editora Deriva. Feita com o esforço de alguns muito interessados e encabeçada por Paulo Capra, essa editora do Rio Grande do Sul vende livros entre R$ 6,00 e R$ 14,00.

São títulos que possuem copyleft, licensa que permite a impressão sem o pagamento de direitos autorais. Capra e alguns colaboradores traduzem os títulos e os imprimem em um sistema "Do it youself" com capas artesanais.

Vale a pena passar lá e conferir o acervo. http://editoraderiva.multiply.com/

O livro dessa semana é da Editora Deriva. "O que Tio Sam Realmente quer" é um livro de Noam Chomsky sobre as ações dos EUA em vários países, incluindo o Brasil vista do ponto de vista de um americano que tem informações e não concorda com o que foi feito. De leitura fácil, o que não é comum para um livro de inquietude social o livro abre o horizonte do leitor, o introduzindo a um mundo de percepção que não temos acesso nas escolas e nos jornais.