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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bookstore Bingo


O link mais divertindo para quem gosta de Twitter e conversa de livraria é o #bookstorebingo. O hashtag está usado por pessoas que trabalham em livrarias para reproduzir as conversas e pedidos de clientes mais surreais. A tag está sendo usada por americanos e ingleses, mas não faltam exemplos de conversas de livrarias curiosas no Brasil. “Quando eles vão entender que ninguém é melhor que o Harry Potter?!” é uma das que eu testemunhei.

Vale a pena dar uma olhada em todos os exemplos, mas aqui ficam algumas das melhores traduzidas para o português.

“Você tem (pausa, consulta lista) Hamlet? Foi escrito por (pausa, consulta a lista novamente) Shakespeare?” – de Glen Whidden


“Criança: Eu quero um livro novo. Pai: Não, Criança: Eu quero um anel de dedo do pé. Pai: O dinheiro é seu” – de Books to be Red


“Cliente me pediu pela continuação de Anne Frank. Expliquei que ela morreu no fim do diário. Ela não acreditou em mim enfaticamente” – de utexaspublicist

Você já ouviu alguma conversa curiosa na livraria?

terça-feira, 6 de julho de 2010

A odisséia literária - do manuscrito à estante




Há alguns dias atrás eu disse que iria conversar com os compradores da Barnes & Noble (B&N) e trazer para vocês os critérios que eles usam na hora de escolher os livros. Como promessa é dívida, aqui está.

Eu participei de uma palestra com dois dos compradores nacionais da maior rede de livrarias do mundo. Sallye Leventhal e Edward Ash-Milb - ambos especializados em compras de não-ficção - falaram sobre o processo que termina com o livro nas suas mãos.

1 - Editoras oferecem os seus títulos
Existem quase 500.000 editoras nos EUA e todas elas querem ver o seu livro naquela mesa, que fica bem na entrada da livraria. Porém, antes de poder colocar os seus livros no local mais privilegiado da loja, as editoras têm que convencer a livraria a simplesmente deixar que o livro seja vendido na B&N. Para isso, eles tem representantes que pegam todo o material publicitário do livro e enviam para os compradores. Nesse kit publicitário a loja vai encontrar: cópia não revisada do livro, projeção de vendas, visão geral do plano de marketing, quais são os títulos similares e quanto eles venderam e, é claro, brindes.

2 - Compradores avaliam o livro
Uma coisa curiosa sobre o trabalho dos compradores é que, apesar de terem o título, eles não compram nada. O negócio do livro é feito em consignação, ou seja, se não vender eles simplesmente devolvem para a editora. Claro que ninguém quer que isso aconteça e, para evitar levar uma editora a falência por causa de uma devolução enorme, eles não compram muitas cópias de casas pequenas.

Outro critério é se o livro como um todo é instigante. A capa, o título e as orelhas têm que ser interessantes e atrair o leitor de imediato. Se o pacote não for bem feito, eles vão comprar poucas cópias, ou até mesmo nenhuma. Por último, eles levam em consideração se a editora está anunciando o livro em jornais e revistas. Um livro que tiver uma estratégia de marketing forte vai vender mais que um que não tem nenhum anúncio.



3 - Livro é publicado
Os passos 1 e 2 acontecem cerca de dois a quatro meses antes da publicação do livro. Quando ele finalmente é impresso, a editora já tem um acordo com as lojas e há uma expectativa pelo livro criada por blogueiros e jornalistas. Porém, se a obra for "jogada" na estante, sem nem fazer o pit stop na frente da loja, o esforço anterior pode ter sido em vão.

Infelizmente, a mesa dos lançamentos não é reservada para os melhores livros. Quem está lá pagou pelo privilégio de ser visto. Os preços (que não me contaram) variam dependendo de onde, exatamente, o livro vai ficar, sendo o mais caro aquelas pilhas que ficam no chão bem na frente da loja e o mais barato a mesa que fica em uma seção (adolescente, infantil, mistério, futebol etc).


A partir do momento que o livro está na loja, cabe a você, o leitor, fazer mais um processo de seleção e escolher o livro que quer levar para casa.

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Depois da palestra eu fiquei curiosa: Quem aqui vai na seção do tipo de livro de que gosta ao invés de fazer todas as compras na parte da frente da loja?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Livrarias de Nova York

Para quem está se perguntando, não, o blog não morreu. Fiquei as últimas duas semanas sem postar porque estou viajando, fazendo um curso em Nova York para virar uma jornalista melhor e vocês poderem ler um blog mais bem feito. Então, até o meio de julho não estranhe se o blog não tiver mais do que umas duas atualizações por semana (a minha meta!).

Durante o tempo que estive em NY eu, obviamente, fiz um turismo forte nas livrarias da cidade. Antes de vir eu mal podia esperar para conhecer a famosa Barnes and Noble pessoalmente e descobrir as pequenas livrarias da cidade que nunca dorme (nunca mesmo).


A primeira livraria americana que visitei foi a Borders. Ela não é tão grande quanto a Barnes and Noble, mas é uma cadeia de livrarias dos EUA. Era a mais perto de onde eu estava e queria entrar em um dos templos do consumo de livros imediatamente. De fato, é isso que a Borders é. Eles têm uma decoração tão instigante que é difícil sair de lá sem um livro.

Quando você entra dá de cara com mesas enormes com os livros mais vendidos de várias seções. As mesas são organizadas como um corredor e tem placas enormes com design digno de comercial de cerveja explicando o que está em cada uma.


Nos cantos do primeiro andar da loja ficam as revistas e novos lançamentos que a livraria está dando destaque. Eu comprei o livro The Magicians, do Lev Grossman. O livro foi lançado oficialmente alguns dias depois, em outra filial da rede.

A segunda livraria que eu visitei foi a Strand. Ela é pouco conhecida no Brasil, mas o Umberto Eco disse que é o seu lugar favorito na América, e, tenho que admitir, está bem perto de ser o meu também. Essa livraria independente tem uma loja simplesmente enorme com três andares de todos os tipos de livros que você pode imaginar. Todos com descontos inimagináveis, além de algumas cópias autografadas pelo preço de capa.

A livraria virou um símbolo cultural na cidade e você pode ver pessoas andando com a Eco Bag que eles vendem está em todo lugar (eu já inclusive vi alguem em Belo Horizonte com ela). Lá eu comprei Walks with men, uma novela de Ann Beattie; How Fiction Works, de James Wood. (Também levei uma Eco Bag!)



E finalmente eu visitei a Barnes and Noble. E entendi porque ninguém quis ir lá comigo. Depois de ver uma grande livraria que consegue colocar livros de qualidade para o leitor e conhecer um pequena livraria que virou um símbolo cultural devido a qualidade dos títulos que vende, a loja de cadeia mais famosa dos EUA foi uma grande decepção. Claro, eles têm milhares de livros sobre todos os assuntos. Porém, eles não têm quem organize eles com a mesma competência que vi na Bordes e na Strand - e até mesmo na Livraria Cultura. Os livros são simplesmente numerosos, não são escolhidos a dedo.

Eu fiquei sabendo que vou ter um workshop com a galera que escolhe livros para a Barnes and Noble. Depois eu volto e conto para vocês o que eles disseram.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Jane Austen é para crianças?



Muitas pessoas acreditam que os gêneros: infantil, infantojuvenil, juvenil e o jovem adulto fazem parte de uma grande massa de livros coloridos que devem ficar no mesmo canto da livraria. O descaso com os jovens leitores chega ao ponto de vermos adolescentes ao lado de crianças pequenas se empurrando para tentar achar os livros que cada um deseja de ler.

A falta de atenção com o espaço de cada leitor chegou ao extremo. Encontrei o livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austen no meio de livros infantis. O livro não estava ali por acaso, havia sido cuidadosamente colocado ali por funcionários da loja e a capa do livro não deixa dúvidas que o conteúdo não é exatamente para crianças.

O caso é extremo, mas não é isolado. O cuidado necessário ao organizar os livros em uma livraria de modo que todos possam encontrar o que procuram sem ter que pedir ajuda ao funcionário - que raramente vai saber explicar.

É compreensível que nem todas as livraria tem o espaço físico disponível na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em SP e, portanto, não podem criar espaços distintos e delimitados para cada gênero. Mas dentro do espaço disponível de cada livraria é possível respeitar as diferenças e criar um local em que crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos possam encontrar o que querem sem medo de levar - enganados - Orgulho e Preconceito para casa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Livrarias, bibliotecas e marcadores

Todo mundo que gosta de ler, também se diverte passando o tempo em uma livraria ou biblioteca interessante. E depois que compra o livro, passa a procurar o marcador que seja interessante e divertido para homenagear a leitura - pensando bem acho que só eu faço isso...

O criador do site Mirage Bookmark levou sua paixão a extremos e criou 301 páginas (palavras dele) recheadas de fotos de livrarias incríveis, bibliotecas maravilhosas e os melhores marcadores do mundo.

Esse marcador de canto de página foi feito por uma criança como presente para a sua mãe. Mas ganha pontos pela originalidade de marcar o cantinho ao invés de ficar no meio da página.



Essa biblioteca fica na Universidade de Utrecht, na Holanda e é especializada em astronomia.

A livraria acima está em uma antiga igreja em Maastricht. Uma estrutura de ferro substitui os bancos e dá espaço para prateleiras e até um café, que fica no "palco".

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Livraria Saraiva chama atenção com mudanças

A Livraria Saraiva está definitivamente investindo em seus negócios. A rede acabou de comprar e Siciliano, que funcionava no Diammond Mall em Belo Horizonte e, depois de uma reforma, substituiu a loja por uma Saraiva, que acabou de ser aberta e ainda cheira a tinta.

Além disso, abriram uma filial em Manaus - AM. A ação deu o que falar, pois a Livraria Cultura já está processando a Saraiva, dizendo que eles copiaram a arquitetura interna das lojas Cultura. No site dos Amigos do Livro está escrito: "'A loja da Saraiva tem o mesmo tipo de layout com mezanino, guarda-corpo, luminárias e móveis arredondados, características típicas da Cultura', diz Fernando Brandão, arquiteto responsável por todas as lojas da Livraria Cultura "

Além disso tudo, a rede mudou a cara do seu site. De acordo com o Publish News, " site traz muitas melhorias, como novas imagens, tipologia e cores, além de conteúdo informativo e colaborativo". Para mim pareceu mais ou menos o mesmo, só que com um novo design.


A única diferença real é que eles aumentaram o valor necessário de compras para ganhar o frete grátis. Era R$ 49,00 e passou para R$ 79. Em compensação, instituiram um desconto de 5% no pagamento com boleto.