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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Kindle poderá ser trazido para o Brasil sem impostos



Quem já decidiu que vai comprar um leitor digital na próxima viagem para o exterior acaba de receber um incentivo extra. A Receita Federal mudou as leis de importação nesta semana. Com a nova regra, o turista pode trazer bens pessoais diversos desde que eles não sejam computadores pessoais ou filmadoras ou em número tão grande que seja óbvio que são para revenda. Porém, a parte boa da notícia não para aqui. De acordo com a Agência Brasil, que pertence ao governo, o leitor Kindle entra na lista de bens para uso pessoal.


Como ele não tira foto, não navega na internet e honestamente não faz nada além de exibir livros em preto e branco, ele não pode ser considerado um computador. Ou seja, a partir do dia
1º de outubro, pode-se comprar o Kindle sem impostos. O iPad, por outro lado é considerado um híbrido de smartphone com computador e quem quiser comprar tem que incluir ele dentro dos US$ 500 que o turista pode trazer para o Brasil.


Ponto pro Kindle na luta dos e-readers.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Faça sua escolha: 1 iPad ou 100 livros?


O site de relacionamento de aficionados em livros, Skoob, está fazendo um sorteio que promete acender a discussão de qual é melhor: ebooks ou livros em papel? O site vai sortear 1 iPad e 100 livros para dois usuários. Porém, a pessoa tem que escolher um deles, não pode concorrer aos dois.

Até o dia 3 de agosto, 2.180 pessoas preferiram o iPad e 1.654 querem ganhar 100 livros. Vale lembrar que os 100 livros terão que ser escolhidos entre uma lista feita pelo site – e que não tem muitas opções.

Para tentar a sorte é preciso ser cadastrado no site e morar no Brasil. O sorteio será feito no dia 18 de setembro e o resultado será divulgado no dia 20 de setembro.

Apesar de 100 livros ser uma proposta tentadora, eu acho que o iPad vale mais a pena. Você pode baixar livros nele! E você? Qual prefere?

terça-feira, 29 de junho de 2010

iBook x Stanza x Kindle app




O iPad serve para muito mais do que somente ler livros. Porém, os downloads de aplicativos mostram que o principal interesse do consumidor é transportar a simples atividade de ler os seus livros para o tablet. Quem comprou já percebeu que ainda não há uma forma definitiva de ser abordar a leitura no aparelho (se é que algum dia vamos ter uma). As possibilidades são muitas e é preciso ter paciência com o dispositivo antes de enfrentar o próximo épico da literatura fantástica nele. O Blog Livro Livre destrincha as melhores apostas para se ler na tela.

O iBooks, a loja de livros virtuais da Apple é o aplicativo que mais deu o que falar. A empresa está virando as editoras de cabeça para baixo na tentativa de ser quem decide tudo no futuro dos livros. Não preciso dizer que a maioria das editoras é contra, apesar que somente uma das grandes (Macmillan) preferiu ficar de fora da festa do que se submeter às novas regras.

Já o aplicativo em si tem algo que se tornou característica da Apple - limita a experiência de quem não é de um dos países que o gadget já foi lançado. Mesmo se você estiver em solo americano não tem acesso à loja sem um cartão de crédito americano. Ou seja, você não tem uma loja de ebooks no seu tablet. Só pode baixar (gratuitamente) livros que não possuem direito autoral - e não têm uma capa bonita. É claro que isso deve ser resolvido antes do lançamento do tablet no Brasil, mas pode servir como um desencorajador para quem gostaria de testar o produto antes do lançamento oficial.

Para tentar aproveitar o aplicativo (que não pré-instalado, mas faz um download automático quando você abre a Appstore), você pode tranferir livros adquiridos na internet e que estão no formato ePub para o iBooks. Mas já que você não vai poder comprar um livro pelo iPad de onde estiver, pode preferir outro aplicativo.

Quem já tinha o costume de ler no iPhone tem uma grande vantagem, que é ja ter o software necessário para usar o aplicativo de leitura Stanza instalado no computador. Ele era o melhor leitor disponível para o telefone e continua sendo o melhor quando se passa para o novo gadget.





O Stanza é o único aplicativo que permite que o leitor modifique o livro. Ao fazer o upload da obra, voce pode mudar o nome do autor, o título, adicionar uma capa, ajustar o layout (margens, tamanho da fonte, cores etc) e usar basicamente qualquer formato de ebook disponível no mercado (PDF, ePub, .lit, Word).

A terceira oportunidade é o Kindle App. Assim como o iBooks, ele não permite modificação de nenhum tipo no livro, mas, ao contrário dele, permite que brasileiros comprem o livro que quiserem da Amazon e entregam imediatamente no seu aparelho (com uma taxa de 2 doláres pela entrega fora dos EUA). Infelizmente, isso é tudo que pode fazer. Comprar o livro e ler - nenhum espaço para criatividade da parte do usuário. Se o que você quer é comprar livros e ter acesso imediato para sentar e ler, esse é o aplicativo para você.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ebooks, jornais e iPad

O tablet da Apple foi anunciado em janeiro, chegou nas lojas americanas em abril e começa a ser vendido mundialmente (não no Brasil) nesta sexta. Porém, depois da festa de notícias inicial, ficamos sabendo pouco sobre o produto e como ficaram os acordos entre a maior empresa de tecnologia do mundo e editoras. Para quem não leu nada sobre o iPad desde que anunciaram que ele existe é bom avisar: as pessoas ainda não descobriram para que, exatamente, ele vai servir. Apesar disso, quem tem um garante que é maravilhoso.

A primeira boa notícia é que as editoras parecem ter concordado em um formato universal para o ebook. Isso é uma boa notícia para quem não vai comprar o iPad, mas ainda assim quer um e-reader. O formato ePub se adapta automaticamente a qualquer tamanho de tela e funciona em todos em readers já lançados. Isso também é bom para quem planeja baixar ebooks ilegalmente. Com um formato único fica mais fácil encontrar o livro que você quer, sem ter problemas de compatibilidade.


Nem só para ler livros serve o iPad. É isso que milhares de aplicativos feitos para o dispositivo tentam explicar. Infelizmente, os programadores ainda não conseguiram deixar isso claro. A maioria dos aplicativos só passou por um ajuste para ficar bonito na tela do iPad. Pouca coisa foi criada especificamente para o tablet, mas tem muita gente pensando nisso. Com certeza alguém no mundo foi pensar em utilidades legais para ele.


A grande novidade do iPad é a facilidade com que jornais e revistas podem ser lidos. Enquanto eles ficam ridículos na telinha no iPhone, eles ficam realmente bonitos na telona do iPad. A Folha de S. Paulo já lançou uma versão para o gadget e outros jornais brasileiros devem seguir o exemplo. Nos EUA todos já podem ser lidos sem problemas.


Para os escritores de plantão também há novidades. A Apple facilitou a publicação de livros por autores independentes. Por enquanto é preciso ser americano, mas isso deve mudar com o lançamento do dispositivo em outros países. Para publicar o livro é necessário ter ISBN e ter o arquivo em ePub. Duas exigências das mais compreensíveis.



Por último temos o item mais fashion da lista. Um mês e um milhão de unidades vendidas depois do lançamento, o iPad deu início a um mercado extremamente lucrativo de capas para o tablet. O fato que a capa oficial da Apple é mal feita e suja com facilidade só fez impulsionar as vendas. Abaixo, algumas das capas mais memoráveis.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Livros ganham de games na Appstore

Faltando pouco menos de um mês para o lançamento do iPad, a Apple divulga que livros lideram os aplicativos da Appstore, passando os games. Essa é a primeira vez que a indústria tem mais trabalho em divulgar e oferecer livros do que jogos e a notícia chama atenção de muitos especialistas da área de publicação.

De forma geral, os aplicativos de livros são grátis e lidam com obra cujo direito autoral não tem mais validade. Os games, por outro lado, são em sua maioria pagos e fabricados especialmente para o suporte. Veja no gráfico quais são os aplicativos.



Muitos editores acreditam que esse é o início de um movimento cultural similar ao que ocorreu quando o iPod foi lançado. Na época - e ainda hoje - o consumo de música paga aumentou devido ao gadget oferecido pela Apple. A música ganhou público. Acredita-se que os livros também o ganharão.

Todos os 27.000 aplicativos de livros podem ser baixados no iPhone, enquanto somente parte deles tem definição o suficiente para o iPad - mas mesmo assim eles podem ser baixados. O iPad será lançado no dia 3 de abril e os pré-pedidos já podem ser feitos na loja física da Apple.

sexta-feira, 5 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Venda de ebooks cresce 176% nos EUA


Enquanto alguns de nós torce para os ebooks não dominarem o mercado, acabando com os livros de papel, outros compram os ebooks. A venda do livro virtual cresceu 176% no mercado americano em 2009. A informação foi dada pela Associação Americano de Editores (AAP) durante uma reunião em que eles relataram o desempenho do mercado editorial do seu país nos anos de 2008 e 2009.

As informações englobam 13 editoras, que anunciaram o crescimento de 176,6 % na venda de ebooks, equivalente a US$ 169.5 milhões. Além do aumento da venda dos livros virtuais, eles também anunciaram o declínio da venda de livros comerciais impressos. Ao todo, os ebooks passaram de 1,2% a representar 3,3% das vendas de livros do país.


A notícia com certeza está ligada ao aumento do número de plataformas para a leitura do ebook. Ao longo de 2009, o Kindle fez grandes mudanças e o iPhone se mostrou uma plataforma confortável e confiável para a leitura dos livros.


Apesar disso, podemos ficar tranquilos quanto a manutenção dos livros de papel. O mercado mais atingido pelo ebook foi o do paperback, gênero praticamente inexistente no Brasil. Além disso, o preço do ebook que as grandes editoras pretendem atingir é tão alto - US$ 20 - que vale mais a pena gastar R$ 40 em um livro brasileiro que você pode guardar do que o mesmo dinheiro em um livro virtual.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O iPad e o escritor 2.0



Enquanto meio mundo se preocupa em como o iPad se comportará como leitor de ebooks, jornais e revistas, alguns pensam em como o aparelho influenciará a produção de conteúdo. Isso porque o gadget não é uma ferramenta passiva como o Kindle, na qual você senta e lê o que lhe é oferecido. No iPad você tem uma experiência ativa, na qual o que acontece depende de você e ler livros não é sua única possibilidade.

O primeiro motivo pelo qual o iPad ajudará a criar o escritor 2.0 (você ouviu primeiro no LivroLivre) é a possibilidade de ler e escrever em qualquer lugar, usando um dispositivo de 700 gramas. Steve Jobs tem razão quando diz que o netbook não é prático para longas seções. Ele é pequeno, irritante e deixa qualquer um cansado após pouco tempo de uso. Já o iPad permite uma leitura agradável (se é bom ler no iPhone, no iPad vai ser ainda melhor). Ele também permite uma escrita confortável com seu teclado acoplável.

Outro motivo é que o escritor não vive de imaginar e colocar suas ideias no papel. Ele pesquisa o assunto do qual vai falar e essaatividade pode consumir mais tempo do que a escrita em si. Júlio Verne foi um dos primeiros a investir pesado em suas pesquisas antes de começar um livro. Tudo que seus personagens falam e fazem é baseado em possibilidades e pesquisas reais.

O problema da pesquisa é que o escritor precisa de um sistema que possa organizar tudo que ele sabe de forma prática para que seja possível consultar detalhes durante o processo de colocar ideias no computador. Ter em suas mãos um dispositivo que permite que vocêacesse a internet e tire uma dúvida enquanto escreve sem necessidade de um laptop é muito importante. Você talvez não saiba, mas dá menos preguiça usar o iPhone/iPad do que ligar o computador. Ele está sempre ligado.

Mais uma vantagem do gadget para os escritor 2.0 são os aplicativos. Para escrever uma história é necessário organizar a ordem dos acontecimentos. Quem escrevia em papel tinha seus métodos, mas o escritor 2.0 poderá usar aplicativos que oferecem Mind Mapping.



E finalmente, o escritor 2.0 poderá - se quiser - tirar as amarras que o prendem ao texto. O próximo Código da Vinci poderá vir com fotos e vídeos dos locais aos quais o autor se refere. Livros para crianças serão uma profusão de cores, sons e palavras. O escritor 2.0 será uma espécie deperformer - é capaz de unir várias mídias de uma forma fluida, que atrai completamente a atenção do leitor sem obrigá-lo a ser passivo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que é o iPad para os leitores


O iPad é um grande avanço tecnológico, algo que provavelmente vai mudar a forma com que interagimos com a tecnologia (de novo). Porém, mudar os nossos hábitos vai demorar algum tempo e, até lá, o iPad é um leitor de livros em primeiro lugar. Entenda melhor de onde a Apple tirou as suas ideias e como a indústria literária está reagindo ao novo aparelho.

Quando Steve Jobs fez o seu pequeno espetáculo pirotécnico de gole rolê preta muita gente achou que ele estava dando primeiro passo para a real transposição dos leitores de livros para ebooks. O que muitos não sabem é que o iPad e o iBooks são frutos de uma longa jornada.


A evolução do ebook atual

Tudo começou quando as pessoas começaram a trocar ebooks na internet. O sistema era incipiente, a maioria dos arquivos em PDF ou doc, mas muita gente achou que o prazer de ler sem pagar ou ter acesso a um livro esgotado valia o inconveniente de ler na tela do computador. Percebendo que ali estava um nicho de mercado inexplorado a Amazon decidiu revisitar uma anti
ga tecnologia e tentar fazer o e-reader "pegar" no gosto do povo.

A principal reclamação dos antigos aparelhos era o brilho da tela, que causava dores de cabeça em que lia por tempo demais. Pensando nisso, foi criado a digital ink. A tecnologia permite que as pessoas leiam de uma tela que emite zero luminosidade, mas é mantida por uma bateria (que dura duas semanas).

O primeiro kindle foi lançado no dia 19 de novembro de 2007, em um evento bem parecido aos da Apple. Mas o primeiro aparelho, um verdadeiro tijolão, não agradou os compradores. Porém, os criadores não ficaram desincentivados. A tecnologia parecia ter agradado e novas versões mais finas do aparelho foram criadas e vendidas até que o kindle fosse o produto mais vendido de uma loja internacional.

Por outro lado, temos o iPhone. Criado como um telefone extremamente tecnológico, o aparelho ganhou inúmeros usos desde maior de 2007, quando a versão 2G foi lançada. Isso acontece graças aos aplicativos que podem ser instalados no gadget através do iTunes ou de meios ilícitos.

O aparelho só ganhou força depois do lançamento do modelo 3G e com ele vieram os aplicativos de leitura. Um dos mais famosos e mais elegantes aplicativos para leitura no telefone é o Classics. Criado por Phillip Ryu, ele oferecia uma estante de livraria de madeira onde o leitor poderia escolher o que ler a partir da capa do livro. As opções eram uma seleção de livros clássicos que se mantiveram atuais como Flatland e Alice no País das Maravilhas.

O aplicativo iBooks também é elegante e tem exatamente o mesmo "look", mas não é nenhum segredo que a criação foi inspirado no aplicativo. O próprio criador do Classics admite também ter se inspirado em terceiros.















iPad, o leitor e o autor
Por mais que os aficcionados por tecnologia queiram eleger o iPad como "o melhor de tudo no mundo", a verdade é que, para o leitor, o aparelho não é tão impressionante. Se o seu único objetivo for ler livros sem precisar gastar espaço na sua casa e gastar árvores do mundo, o kindle é o aparelho para você. Ele é mais barato e a bateria dele dura muito mais - duas semanas contra as 10 horas do iPad.

Já se você for um escritor e deseja uma espécie de moleskine moderno para anotar seus pensamentos e escrever livros enquanto anda pela cidade, o iPad é o melhor que você vai encontrar - por enquanto. Nos Estados Unidos, os escritores já começaram a comemorar a chegada do fetiche. O desejado e-writer permite pesquisas na internet enquanto se escreve, além de aplicativos de apoio ao processo criativo. Além disso a Apple oferece um teclado acoplável, que quase alcança o tamanho original de PC.

Editoras e os e-readers

Por enquanto é difícil dizer qual e-reader será o videocassete do futuro e qual será o betamax. Assim como no caso das fitas, é preciso esperar os consumidores elegerem o seu formato favorito. Enquanto isso não acontece, as editoras apostam no seu favorito ou simplesmente assinam contratos com todos enquanto aguardam a decisão.


A disputa é acirrada e ambos os lados tentam atrair os cliente. A Amazon anunciou um novo contrato para escritores independentes recentemente. Nele, o autor ficará com 70% do preço de venda do produto desde que o livro tenha um custo máximo de U$ 9,99. A Apple oferece um contrato similar para as editoras. Deve ficar com 30% do preço de venda, mas acredita-se que os livros vão custar, em média, U$ 12,99.


Já as editoras americanas indicam que gostariam mesmo é de cobrar o mesmo preço do livro de capa dura, até U$ 20.