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terça-feira, 27 de julho de 2010

Fantasia brasileira ganha o mercado

Para quem nunca leu fantasia brasileira, fica o aviso: Você provavelmente vai entrar em contato com ela nos próximos dois anos. E isso é uma boa coisa. É sinal que novos escritores estão ganhando espaço em editoras do país.

A Batalha do Apocalipse
, de Eduardo Spohr
, é um bom exemplo. O livro começou com 100 exemplares, resultado de ter ganho um concurso na Bienal do Livro de São Paulo. O autor e seus amigos do site Jovem Nerd animaram e investiram na obra, o que resultou na famosa editora de um livro só. O livro fez tanto sucesso que acabou sendo comprado pela Editora Record ganhando uma reedição e lançamento nacional há três semanas. No dia 24 de julho, o Jornal "O Globo" confirmou o sucesso do livro. Ele está em 8º lugar dos mais vendidos de Ficção.


Outra história de um livro brasileiro que está crescendo no mercado é a trilogia Dragões de Éter, do Raphael Draccon. Os dois primeiros livros foram publicados originalmente pela Editora Planeta, mas apesar de as vendas serem promissoras, a distribuição deixava a desejar. O número um da trilogia, Caçadores de Bruxas não chegou em muita livraria. Já o segundo livro, Coração de Neve marcou presença. Como os livros não eram numerados, muita gente desavisada comprou o segundo sem saber que ia começar a leitura no meio da história.



A distribuição deve melhorar agora, que o autor mudou de editora. A Leya vai relançar os dois primeiros volumes, que já esgotaram na Planeta, e está lançando o terceiro, Círculos de Chuva. Agora é torcer para que as novas edições cheguem
numeradas às lojas.



Curiosidade: Quando os livros têm tiragem pequena ou são publicados pelo próprio autor e depois fazem sucesso ocorre um fenômeno interessante. A primeira edição se torna rara e é chamada de edição de colecionador. Dependendo do sucesso do livro, ele pode chegar a valer muito dinheiro. A primeira edição de Harry Potter assinada vale £10,000 (cerca de R$ 27,500) e deve continuar a valorizar com o passar dos anos. Sorte de quem arriscou e comprou o livro de um autor desconhecido.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Literatura Independente em São Paulo

São Paulo é umm caldeirão de culturas e informações, disso ninguém tem dúvida, mas além do que acontece e é formalizado pela indústria e a imprensa, a cidade tem muito do que eu chamo de Literatura Independente.

Literatura Independente é tudo aquilo que é publicado pelo proprio autor. No caso dos livros sem uma editora por trás, ajudando, pagando as contas. É uma forma bem ousada de publicar e se der prejuizo é o autor quem sai perdendo dinheiro, mas é uma forma de novos autores colocarem os seus trabalhos na rua, sem ter que pedir permissão para um conselho editorial.

Recentemente descobri dois novos exemplos de pessoas que vão se esquivando de forma bem sucedida à publicação formal. O primeiro é um vendedor de rua/escritor que acredita em seu trabalho a ponto de vendê-lo cara a cara com o leitor. ¨Oi gente, esse é um conto que eu escrevi e estou vendendo...¨ Ricardo Carlaccio acredita em vender ele mesmo e para isso passou a sexta-feira a noite andando a Rua Augusta e oferecendo o seu trabalho.

Ele diz que outro amigo dele também imprime o que escreve, mas é mais tímido. ¨Aí eu convenci ele a pelo menos levar onde ele está indo e oferecer para quem estiver lá¨, contou. Ele acredita que o escritor tem essa fama de ser tímido de ser intropesctivo e falar atraves da sua arte, mas assim não tem como ganhar a vida escrevendo...

O outro exemplo que descobri é o livro de Jonathan Swift sobre a situação das crianças da Irlanda que a Clarah Averbuck traduziu e a Editora do Bispo publicou. O livro mais parece material publicitário do que livro, mas é barato (15 reais) e mostra que há utras formas de fazr um livro ficar bonito e interessante sem uma editora por trás.