
Não, não estou falando do filme do Tarantino, esse blog é de literatura, lembra? Estou me referindo ao livro da foto aí do lado, sucesso estrondoso entre as classes mais baixas nos anos 70. Barato e com temáticas interessantes (pelo menos alguém na história da literatura do Brasil se importou em fazer um livro com temátivas interessantes) como histórias de terror, ficção científica, fantasia e erotismo, o livro era a distração de muita gente que não lia nada além disso. E eu suspeito que fazia sucesso até entre os que liam muitas outras coisas além disso...
Tentando recriar essa cena (sub?)literária, a
editora Fósforo lançou (já faz um tempinho) um novo livro. Organizado por Samir Machado de Machado e utilizando o nome aportuguesado da sensação: "Ficção de Polpa", são 16 contos de 16 autores que - ao menos dizem que - gostam do gênero.
Vale dizer que esse é o livro de estréia e filho único da
editora fósforo, que pretende fazer desse livro uma série. E se depender das intenções deles, vão conseguir! Olha só o trecho que encontrei no site sobre o Ficção de Polpa:
"Não buscamos a pretensão de atribuir uma função à ficção. Nós buscamos, no mínimo, "explodir a mente" do leitor: quando o mundo se revela maior do que imaginávamos, quando nossos medos de tornam realidade, quando temos a sensação de sermos insignificantes na vastidão e nos mistérios do universo e ao mesmo tempo, sermos o centro dele."
Gostei tanto que resolvi colocar uma idéia que já tenho há algum tempo em prática com esse livro. Ele custa R$ 15,00, preço mais que razoável. E como eu quero um para mim, vou aproveitar e comprar dois. Isso mesmo! Um para mim e outro para um leitor sortudo do blog. Quem tiver interesse em receber o livro em casa sem pagar nada é só responder no comentários ,aí em baixo, porque você devia ganhar um livro de Ficção de Polpa. A melhor resposta, ou a que eu gostar mais, uma das duas, ganha o livro! Vou escolher o novo dono do livro em duas semanas, no dia primeiro de julho.
O livro foi uma dica de leitor que me mandou o seguinte scrap (acho que foi um scrap, guardei o texto, mas não guardei o nome nem o lugar que recebi o comentário):
Só para ilustrar: nos idos dos anos 70 tinha muito livro de histórias de faroeste impressos em papel jornal, formato bolso, que era a distração, se não de mendigos (realmente acredito que não), pelo menos de muita gente de origem mais simples. Porteiros, faxineiros, zeladores e afins. As capas eram em guache. Os tais pulp-fictions. Um vizinho meu tinha um quarto no porão cheio deles, me recordei disso lendo seu blog. A imagem desse sotão voltou a minha mente imediatamente!