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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Submarino vende coleção de R$ 385 por R$ 80

Tudo indica que esse Natal vai ser o ponto de virada da crise para o Brasil, pelo menos é o que os jornais andam falando sobre o assunto. E o Submarino definitivamente não quer ficar de fora. O site está fazendo uma mega-promoção de livros - entre outras coisas - que põe no chinelo qualquer sebo baratinho do centro de São Paulo.

O que você acha de comprar oito livros do Harry Potter (incluindo Os Contos de Beedle, o bardo) por R$ 79,00? Ou quem sabe toda a coleção do Eragon por R$ 29,90? Ou os quatro Brumas de Avalon por R$ 39,90? Todos eles novinhos e entregues na sua casa já embalados para presente se você quiser.

Clique aqui para ver todas as promoções de livros no site.


Deixando de lado a ode ao livro baratinho...

Se eles podem vender tão barato, por que não vendem baratinho assim sempre? Por que tem que cobrar R$ 385 por algo que pode sair por R$ 80? Depois não sabem porque brasileiro não lê.

Cabine de telefone vira mini-biblioteca


Um vilarejo no qual 800 pessoas moram no interior da Grã-Bretanha resolveu dois problemas da forma mais criativa e divertida possível. O primeiro problema era o fim da cabine de telefone da cidade - aquela clássica vermelhona. O segundo problema é a falta de biblioteca na cidade. Antigamente tinha até uma biblioteca móvel que passava por lá eventualmente, mas ela parou e os moradores ficaram sem ter onde pegar seus livros.

A solução para esses dois problemas foi a adaptação da cabine telefônica em mini-biblioteca. A paróquia local comprou a cabine por uma libra e um dos moradores colocou quatro estantes de madeira dentro dela. Um vendedor local doou um placa e outra pessoa escreveu "Silêncio, por favor".

A partir daí as pessoas começaram a doar livros para a cabine. Os livros infantis ficam em uma caixa vermelha no chão e os outros nas prateleiras. De tempos em tempos o conteúdo é checado e os livros que não circulam são doados para a biblioteca mais próxima para manter o estoque fresco.

E assim eles fizeram não só uma mini-biblioteca, mas um ponto de troca de livros que fica aberto 24h por dia, com direito a iluminação à noite.

Via The Guardian

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Oficina Livrolivre


Eu demorei para escrever esse post, mas como dizem, antes tarde do que nunca!

Todo primeiro domingo do mês acontece um encontro libertário em Belo Horizonte, o Domingo Nove e Meia, que como o nome diz, começa às 9h30 da manhã. É sempre uma coisa bem legal e meio suja - ficamos debaixo do viaduto do Santa Tereza e quase sempre tem alguém dormindo lá quando a gente chega. Lá eu já discuti sobre coisas muito divertidas, já vendi livros da CrimethInc e já vi o Macaco Nu descobrir que a banda dele (macaco nu) soa igual maracatu, que é o estilo que eles tocam, cerca de um ano depois que todo mundo já sabia.

Como vocês podem ver é um lugar bacana, com gente diferente das que eu costumo ver e a gente se encontra uma vez por mês, o que é divertido, mas não dá pra cansar. Bom, o motivo do post não é falar das grandes maravilhas do domingo nove e meia, mas contar desse último domingo, em que eu e o João Renato fizemos uma oficina de livrolivre!!

Primeiro todo mundo sentou em roda e a gente explicou o que é a idéia. Colocar livros na rua, em lugares mais protegidos, e deixar eles lá para que as pessoas peguem, leiam e devolvam para a rua. Fazer da cidade a nossa biblioteca.

Nós levamos livros e pedimos para o pessoal levar alguns também. Tínhamos cerca de 30 exemplares para libertar. Depois nós colomos um papezinho explicativo que eu fiz no livro, para que as pessoas soubessem que eles estavam livres e não perdidos.

E, finalmente, cada um pegou o livro que gostou e levou com ele, para depois de ler liberar pela cidade. Foi lindo! Um monte de gente com livros na mão para libertar eles das amarras das bibliotecas hauhauahuahauhau!

Fiquei feliz!

A foto são os papelzinhos que eu fiz (o logo eu peguei na internet). Quem quiser libertar seu livro é só imprimir e deixar ele ir solto! Se você quiser, é só pedir que eu mando o Pdf.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ganhador do Ficção de Polpa


O resultado que todos esperavam...

O ganhador do fenomenal, incrível e superlegal livro Ficção de Polpa é..

Leonardo S.!

Tchaaaa!!!

Parabéns Leonardo!



A competição foi acirrada e tivemos muitos motivos muito bons, mas nenhum chegou aos pés da saga do Leonardo. Uma mistura entre A Torre Negra, de Stephen King e Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne. Não podemos deixar que a batalha fique sem um fim, e a blogueira aqui sem participar dele!

Leonardo, o livro está no seu caminho para a minha casa e em seguida será colocado no caminho para a sua. Por favor, mande seu endereço para o meu e-mail: flavia.denise@gmail.com.

Assim que eu tiver o livro em mãos, fotos serão postadas de modo a provar a verossimilhança da entrega.

Outros deram motivos muito convincentes que me fizeram ficar com vontade de ter muitos livros para mandar, mas como a grana é curta eles ficam somente com a menção honrosa.

Eles são:
Glauco Bertú - se eu acreditasse que você realmente viraria um leitor voraz eu te dava o livro
Ibrahim Cesar - você pode me mandar seu livro mesmo assim!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Pulp Fiction

Não, não estou falando do filme do Tarantino, esse blog é de literatura, lembra? Estou me referindo ao livro da foto aí do lado, sucesso estrondoso entre as classes mais baixas nos anos 70. Barato e com temáticas interessantes (pelo menos alguém na história da literatura do Brasil se importou em fazer um livro com temátivas interessantes) como histórias de terror, ficção científica, fantasia e erotismo, o livro era a distração de muita gente que não lia nada além disso. E eu suspeito que fazia sucesso até entre os que liam muitas outras coisas além disso...

Tentando recriar essa cena (sub?)literária, a editora Fósforo lançou (já faz um tempinho) um novo livro. Organizado por Samir Machado de Machado e utilizando o nome aportuguesado da sensação: "Ficção de Polpa", são 16 contos de 16 autores que - ao menos dizem que - gostam do gênero.

Vale dizer que esse é o livro de estréia e filho único da editora fósforo, que pretende fazer desse livro uma série. E se depender das intenções deles, vão conseguir! Olha só o trecho que encontrei no site sobre o Ficção de Polpa:
"Não buscamos a pretensão de atribuir uma função à ficção. Nós buscamos, no mínimo, "explodir a mente" do leitor: quando o mundo se revela maior do que imaginávamos, quando nossos medos de tornam realidade, quando temos a sensação de sermos insignificantes na vastidão e nos mistérios do universo e ao mesmo tempo, sermos o centro dele."

Gostei tanto que resolvi colocar uma idéia que já tenho há algum tempo em prática com esse livro. Ele custa R$ 15,00, preço mais que razoável. E como eu quero um para mim, vou aproveitar e comprar dois. Isso mesmo! Um para mim e outro para um leitor sortudo do blog. Quem tiver interesse em receber o livro em casa sem pagar nada é só responder no comentários ,aí em baixo, porque você devia ganhar um livro de Ficção de Polpa. A melhor resposta, ou a que eu gostar mais, uma das duas, ganha o livro! Vou escolher o novo dono do livro em duas semanas, no dia primeiro de julho.


O livro foi uma dica de leitor que me mandou o seguinte scrap (acho que foi um scrap, guardei o texto, mas não guardei o nome nem o lugar que recebi o comentário):

Só para ilustrar: nos idos dos anos 70 tinha muito livro de histórias de faroeste impressos em papel jornal, formato bolso, que era a distração, se não de mendigos (realmente acredito que não), pelo menos de muita gente de origem mais simples. Porteiros, faxineiros, zeladores e afins. As capas eram em guache. Os tais pulp-fictions. Um vizinho meu tinha um quarto no porão cheio deles, me recordei disso lendo seu blog. A imagem desse sotão voltou a minha mente imediatamente!