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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A reconstrução do significado de poesia

Escrever poesia é uma das tarefas mais complicadas. Transformar o complexo dos sentimentos na simplicidade de versos é uma missão quase impossível para a maioria de nós. Porém, ao longo da história houve poetas que faziam tudo parecer simples e descomplicado.

Atualmente a poesia está menos popular. A palavra escrita no papel não tem como competir com todos os incentivos visuais aos quais nós somos expostos. Apesar disso, os poetas não desapareceram. Eles simplesmente mudaram a forma com que encaram a criação.

O vídeo abaixo é de Tanya Davis, uma poetisa que criou pouco menos de cinco minutos de vídeo que são mais capazes de emocionar do que palavras no papel.





Outro exemplo da poesia que foge do comum é o brasileiro Fabrício Carpinejar, que tweeta pequenos versos para quem acredita que falta um pouco de poesia na sua vida.




quarta-feira, 25 de junho de 2008

E se a gente abrisse mão do livro ser bonitão?

Acredito que é seguro dizer que todo mundo já foi abordado por algum vendedor de poesias. São pessoas que ficam na porta de centros culturais, em frente a cafés e nas universidades, te oferecendo uma folha ou um caderninho de poemas. Normalmente eles não cobram muito pelo que fazem, o máximo que eu já paguei foi R$ 5,00 por uma brochura bem gordinha de poesias, o "Palavriado" do Renato Limão.

Eu estava pensando sobre o que essas pessoas fazem. Escrevem poesias - coisa que eu acho super difícil - e se colocam no lugar absurdo de complicado, que é o de vender sua arte pessoalmente, entrando em contato direto com as pessoas que compram. E, conseqüentemente , colocando a cara a tapa. Isso requer uma coragem que nem todo mundo tem - eu me incluo aqui. Sempre compro esses caderninhos. Não porque eu goste de poesia, porque eu não gosto, mas porque eu acho essa iniciativa tão legal que não deixo de pegar.

Os últimos que comprei foram o Mais ou Menos do Guilherme Coruja, e O SOL d'O SUL do Lênon Kramer. Os dois vendem em Belo Horizonte, mas com certeza na sua cidade tem outras pessoas que vendem outros caderninhos.

Acho que eu já deixei bem claro que tenho uma enorme admiração por quem vende seu trabalho cara a cara com o cliente. E foi pensando nisso que eu me dei conta que, tirando os livros a R$ 2,00 do pojeto a tela e o texto, eu nunca vi ninguém que escreve prosa vender seus livros dessa forma. Já vi gente vendendo livros que foram impressos por editoras nas ruas, mas nunca vi alguem com um conto, por exemplo, impresso em papel comum. E eu acho que essa é uma idéia muito boa!

Em todos os lugares vejo o pessoal querendo publicar seu livro. Mas o objetivo de publicar não é ser lido? Que forma melhor de ser lido do que colocando o material na frente das pessoas a um preço acessível? Pensa só, se você imprime um conto, ou tira xerox fica baratinho. Aí você vende por digamos... R$ 1,00. A cada conto vendido ganha uma grana. E a cada conto vendido você conhece a pessoa que comprou ele, pode trocar uma idéia, ou só vender e ficar feliz pensando que aquela pessoa vai ler o que você escreveu. Eu acho que isso funcionaria bem.

Eu vou tentar acabar um conto e ver se eu reúno coragem para fazer isso. Não custa nada tentar, né?

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