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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Por que lemos?


Depois de um mês e meio em Nova York, estou de volta! Os posts foram escassos durante esse tempo, mas as experiências não. Acho que nunca tinha ido em tantas livrarias em tão pouco tempo (cheguei a oito em um dia), e essa imersão na capital do publishing me fez ver que é isso mesmo que eu quero da vida, escrever para revistas, livros e para a internet.

Uma das coisas mais interessantes que eu vi por lá (no quesito livro) foi a variedade. A cada ano são publicados mais livros do que uma pessoa é capaz de ler durante a vida toda. Graças a isso, há toda uma indústria que ajuda os leitores a encontrar o que eles querem. Jornalistas, livrarias, bibliotecas, clubes do livro têm status e o que sugerem é normalmente seguido. Não porque as pessoas não querem pensar por si mesmas, mas porque ninguém é capaz de fazer uma escolha bem informada com tantas opções.

Outro aspecto interessante é a escolha que eles fazem. É claro que a literatura de qualidade, que é um produto artístico e deve ser lido por todos está em muitas listas. Porém, livros novos, divertidos, sem lições de moral marcam presença também. Isso porque ninguém dá conta de ler Machado de Assis todos os dias. Todo mundo precisa do livro bobo, que conta uma história e te envolve completamente por algumas horas.




Além disso, os livros estão em todos os lugares: livraria, supermercado, farmácia, loja de departamento, metrô. Se o livro acabar e você estiver longe de casa, não tema! Outro pode ser comprado na esquina. Mas isso não quer dizer que você vai encontrar literatura de qualidade (mesmo considerando os divertidos) em todos os lugares. Assim como no Brasil, os romances água com áçucar dominam o mercado fora (e dentro) das livrarias.

Resumindo: Nova York é incrível. Ler é diversão, não precisa ser aprendizado.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Por que as mulheres leem mais?


São várias as pesquisas que comprovam que as mulheres lêem mais do que os homens. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil deixa não deixa dúvidas. De acordo com ela, 55 % dos leitores brasileiros são mulheres. Elas consomem uma média de 5,3 livros por ano contra 4,7 livros dos homens. Outro estudo, da QualiBest confirma: 55% das mulheres leem pelo menos um livro por mês contra 42% dos homens que fazem o mesmo.

Mas por que as mulheres lêem mais do que os homens? É isso que Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, tenta responder com seu artigo “Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?". A resposta para a pergunta está na escolaridade. Em 2007, as mulheres ocupavam 57% das vagas do ensino superior, segundo o IBGE. De acordo com Lourdes, o estudo seria o principal motivo pelo qual as mulheres são leitoras mais frequentes do que os homens.

Nas palavras da editora:

Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens? – antes que alguém evoque a maior sensibilidade feminina para as artes, o hipotético “tempo de sobra” ou argumentos similares(...). Quando questionados no estudo sobre o que estão fazendo nos momentos de lazer, homens e os meninos revelam: dedicam mais tempo à televisão – especialmente programas de esportes –, acessam a internet e convidam os amigos para jogar videogame.

Leia o artigo completo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ler é o hábito cultural preferido dos brasileiros


No Publish News saiu uma notícia falando que os brasileiros preferem ler a qualquer outra atividade cultural. Eu gostaria de conhecer esses brasileiros. A pesquisa “Perfil do consumo de cultura do brasileiro” foi realizada pela Fecomércio-RJ em parceria com a Ipsos Public Affair e tinha como objetivo analisar os hábitos de lazer relacionados com cultura.

A pegadinha do título desse blog é que essas pessoas que falaram que ler é sua atividade cultural preferida fazem parte da minoria dos pesquisados. Somente 43% dos brasileiros tem alguma atividade cultural como hábito, o resto deles - 57% - não vai ao teatro, cinema, dança ou lê livros nunca e não sabe dizer qual deles prefere.

Outro dado triste para a cultura brasileira é que apesar de 65% dos entrevistados preferirem ler, 19% deles não gostariam de fazer nenhuma das atividades citadas. Além disso, dos que gostam de alguma atividade, a frequência com que fazem ela é pequena.

De acordo com o Publish News, "a média de livros lidos é de 5,1 por ano. Já os apaixonados por cinema assistiram a filmes apenas 4,1 vezes. Os fãs de músicas foram a 3,8 shows, enquanto os amantes da dança apreciaram 3,5 eventos. As exposições de arte ficaram em último lugar na preferência cultural do brasileiro, com 2,1 visitas".

A pesquisa também analisou quanto o brasileiro acha que cada atividade vale. O livro, preferência nacional (segurando risos aqui), ficou em primeiro lugar com R$ 20. Música ficou em segundo, com R$17 por show. Teatro vale R$ 16, dança R$ 14 e exposições R$ 13. O DVD também vale R$ 13, mas o CD não deve passar de R$ 10 na opinião dos brasileiros.

Quem me dera se essa pesquisa decidisse quanto as coisas custam...