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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Entrevista com Cassandra Clare

Cassandra Clare começou a vida como escritora da fan fiction - um gênero no qual fãs de séries famosas escrevem histórias situadas no mesmo mundo ou continuam as histórias do livro que curtem. Depois de alguns anos escrevendo em cima de obras de outras pessoas, ela decidiu começar a sua própria obra. Cassie (como assina seus emails) já fazia sucesso no fan fiction, mas entrou na lista de bestsellers com seu primeiro livro Cidade dos Ossos.

Entrevistei a autora para uma matéria no Ragga Drops. A matéria está no site para quem tem interesse na autora.

Abaixo, a resenha do livro e a entrevista com Cassandra Clare na íntegra.


Cidade dos Ossos

Clary Fray tem 15 anos e conseguiu entrar em uma boate onde as pessoas são realmente estranhas. Um cara parece ter chifres, outro parece ter presas e ela jura que uma menina tem asas, mas quando olha bem, era a mochila dela. No meio de todas essas pessoas, ele vê um cara todo vestido de preto. Ela o segue e testemunha o adolescente de preto matando alguém. Só que, olhando bem, o cara morto não é uma pessoa. Na verdade, ele parece um demônio.

O cara de preto se chama Jace e ele é um shadowhunter, um povo que descende de humanos e anjos e defende os humanos comuns das ameaças do submundo. Clary não deveria ser capaz de ver as ameaças do submundo e Jace a leva para o QG dos shadowhunters, onde ele e Clary se conhecem melhor e tentam descobrir quem era o pai da garota e que estranhos poderes ela herdou dele.

Cidade dos ossos é o primeiro livro da série Instrumentos mortais, de Cassandra Clare. Ele será lançado no Brasil neste mês e, apesar de não ser nenhum Crepúsculo, é um excelente romance com elementos fantásticos. Bom para quem quer esquecer que existe um mundo fora do livro.

Editora Record – R$ 39,90 – 462 páginas



Entrevista com Cassandra Clare

Você disse, recentemente, que tinha medo que a versão brasileira de Cidade dos Ossos não vendesse bem porque você já tinha tantos fãs antes da publicação. Poderia falar um pouco sobre essa experiência?
Cassandra: Certamente. Muito antes de os meus livros serem publicados no Brasil, o que só aconteceu no mês passado, havia grupos de discussão dos livros na internet, pessoas estavam tuitando todas as notícias dos livros, e havia muito email de fãs brasileiros. A maioria tinha lido o livro em inglês e muitos haviam feito o download ilegal de cópias em português. Eu estava animada de ter tantos leitores, mas também fiquei preocupada que isso impediria a publicação do livro no país – Eu soube que, em alguns mercados menores, às vezes o livro não é publicado porque “Todo mundo lê inglês” ou “Todo mundo leu o livro online”.

Você acredita que o seu livro fala para os jovens brasileiros de alguma forma específica?
Cassandra: Me parece que sim, apesar de ser difícil dizer exatamente por que. Eu acho que é devido a muitas das mesmas coisas que fez de Crepúsculo um sucesso no Brasil – um amor épico e muita aventura. Eu acho que os adolescentes brasileiros também têm um grande senso de humor e eles apreciam as partes engraçadas dos livros.

Qual era o tamanho dos sites de fãs antes da publicação do livro no Brasil? Você percebeu um aumento nesse número?
Cassandra: É difícil precisar um número. Havia vários sites grandes e uma página no Facebook e um canal no Twitter – Eu acho que esse número provavelmente dobrou desde a publicação.

Quando você percebeu que tinha fãs brasileiros?
Cassandra: Quando eu comecei a receber emails. Eles me falaram do Orkut e outras redes sociais onde havia centenas de resenhas dos meus livros.

Você já veio ao Brasil? Tem planos de fazer uma turnê?
Cassandra: Eu nunca fui ao Brasil, mas sempre quis ir. Eu amaria fazer uma turnê, mas elas são decisão da editora. Se eles acharem que uma turnê vale a pena para mim, eles me levariam para o Brasil.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Stephenie Meyer convida fãs para entrevista

O próximo filme da saga Crepúsculo, Eclipse, vai estrear nos EUA no dia 11 de junho. Para promover o livro Stephenie Meyer decidiu fazer uma coisa diferente do que fez nos anteriores. "Com Crepúsculo, eu fiz o circuito da imprensa, com Lua Nova, eu pude ir na Oprah. Ambas foram experiências positivas. Porém, ambas tiveram a mesma desvantagem - as entrevistam foram pensadas para uma audiência maior, e devido a isso, a maioria das questões era sobre coisas que vocês (fãs) já sabiam a resposta por anos", escreveu a autora no seu blog.

Para conseguir ser entrevistada por quem conhece e ama sua obra, Stephenie sorteou quatro sites de fãs americanos: Twilight Series Theories, Twilight Source, Twifans e Letters To Twilight. Os sites foram sorteados sem sequer se inscrever e só foram avisados da sorte grande esta semana.

Cada um deles poderá levar dois representantes. Meyer vai responder questões sobre o novo filme e o quinto livro da série, "The Short Second life of Bree Tanner" (A segunda e curta vida de Bree Tanner) , a qual ela se refere como "The Bree Story" (A história da Bree".

O encontro será no dia 18 de junho, uma semana antes do filme estrear nos EUA. Nas palavras na autora: "Nós vamos almoçar, passar tempo juntos e eu espero que tenhamos um dia fantástico".

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Entrevista com Ibrahim Cesar

Para que todos saibam que publicar e ser lido é possível sim, eu mandei umas perguntas para Ibrahim Cesar. Ele tem 22 anos e já publicou seu primeiro livro, EQC, com uma modesta edição de 50 exemplares. Antes de ser um autor publicado, mantinha um blog, 1001 gatos de Shrödinger, que entrou em quarto lugar no ranking dos blogs mais populares do Brasil. Com esse tipo de atenção dos internautas ele começou a ter pressão dos leitores para que publicasse um livro. E ele publicou. Fazendo uma inovação na forma da captação de recursos, onde ele pediu para que 17 pessoas contribuissem com R$ 50,00 cada um. Em troca ele colocaria o nome da pessoa nos agradecimentos e mandaria um exemplar do livro uma vez que estivesse pronto.


De onde saiu a idéia de pedir colaborações de "mecenas"?


Queria explorar a internet e pesquisei iniciativas realizadas anteriormente. Alguns autores americanos tentaram o mesmo modelo, alguns até mesmo com livros publicados por editoras tradicionais e falharam. Se não me engano, de todos autores que tentaram esse modelo de micro-financiamento levantados por um autor que tentou mapear as iniciativas, apenas um teve sucesso. Minhas expectativas quanto ao sucesso da iniciativa eram baixíssimas, mas minha surpresa foi enorme ao conseguir o número que precisava de participantes em 24 horas.

Quem foram os seus colaboradores? (amigos, família? Ou teve gente desconhecida?)


Na verdade não teve um único familiar meu como colaborador. E não posso dizer "desconhecido" pois eram pessoas de quem eu leio os blogs, sempre comentavam...Não é exatamente o conceito tradicional de amizade, mas eu já os conhecia de alguma forma mas houveram alguns resolveram colaborar por simpatizar com a idéia.

Quantas pessoas quiseram colaborar?

Eu precisava de 17 para bancar a impressão. Consegui 20.


Quantos exemplares constituíram a 1a edição?


Mantive os números bem baixos pois era meu primeiro livro, não sabia o que esperar ou qual a rotatividade de um livro. Por isso a primeira edição teve 50 exemplares.


Como você faz a propaganda e distribuição deles?

Desde que minha verba para propaganda é $0, tive que promovê-lo através dos meus blogs, e torcer pelo boca-a-boca. Estimulei a realização de resenhas e fiz uma promoção que teve uma boa participação. A distribuição eu contei com o apoio do site de literatura independente Os Viralata.

Quantos livros já vendeu?

Já vendi 39 exemplares (contando com mecenas, através do site e localmente).


E o e-book? Você não acha que atrapalha as vendas do livro impresso?

Não, não acho. Na verdade penso nele mais como uma ferramenta de marketing. E é até uma forma de até mesmo atingir "não-clientes", pessoas que normalmente não comprariam ou compram livros, como você o disponibiliza a um clique de distância, eles podem fazer o download e gostar. Mas toda a minha iniciativa é uma grande experiência...Acho que não temos grandes certezas sobre esse mercado, mas estou fazendo as minhas apostas.


Quantos downloads você já teve?


O livro está disponível desde 23 de Maio, e até 25 de Junho, data em que respondo, tive 487 downloads.


Qual o conselho que você daria para quem quer publicar um livro?

Não sei se posso dar algum conselho de grande valia. Mas faço uma ressalva: Meu sucesso em atingir os mecenas necessários para bancar o livro não se deve a simplesmente "achar que vai funcionar" ou contar com pessoas que "comprem a idéia". Como escritor eu já mantinha a mais de um ano um blog, o 1001 Gatos de Schrödinger, que foi apontado pelo IDG Now! como o quarto blog mais popular do Brasil, ou seja, eu construí uma certa reputação ao longo do tempo e criei uma "comunidade" de leitores, criando confiança e expectativa em relação ao meu trabalho. Portanto meu conselho é marquem presença na web. Vá onde seu leitor está.

O livro de Ibrahim Cesar está a venda no site Os Viralata por R$ 28,20 incluindo o frete (um pouco caro na minha opinião)

A entrevista foi uma idéia de Leonardo S.