terça-feira, 3 de março de 2009

Novas leis da robótica

Na revista Galileu desse mês saiu uma matéria que tem tudo a ver com Ficção Científica. Tem tanto a ver com o tema que mais parecia ficção do que jornalismo. A matéria é sobre Noel Sharkey, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, que está causando uma movimentação mundial na área de automação.

Copiando um parágrafo da matéria: "Desde a virada do século, as vendas de robôs de serviço pessoal e profissional têm crescido e devem atingir um número total de 5,5 milhões em 2008", diz Sharkey. "Esse número, que facilmente supera os cerca de 1 milhão de robôs industriais operacionais no planeta, deve subir para 11,5 milhões até 2011." Entre esses robôs de serviço, muitos já estão sendo usados para ajudar a cuidar de crianças e idosos. "Na área de cuidados pessoais, companhias japonesas e sul-coreanas desenvolveram robôs que monitoram crianças e têm recursos para jogar videogame, conduzir jogos de quiz verbais, reconhecimento de voz, de face e conversação", diz.



Devido ao inegável aumento de robôs da vida dos seres humanos, tanto domesticamente quanto em guerras, Sharkey exige que leis da robótica similares às que Issac Asimov escreveu sejam implementadas em todos os robôs, de forma a controlar suas ações.

Porém as leis de Sharkey não são tão pacíficas quanto às de Asimov. Enquanto Asimov impede todo e qualquer mal a seres humanos com suas três leis, Sharkey assume que fazemos robôs para a guerra e permite que um robô mate um ser humano, mas o impede de causar mal psicológico...

É o protofuturo nos alcançando. Por incrível que pareça somos nós, e não Asimov, quem está vivendo o momento de decisão da diretriz da robótica. E a gente quase que não fica sabendo...


Quais das duas propostas você acha que deveria ser aplicada?

Leis de Sharkey:

Primeira Lei: um robô não pode cumprir ordens que acarretem em potenciais malefícios psicológicos para algum ser humano.
Segunda Lei: em caso de combate, um robô não pode decidir por si só que humanos devem ser atacados.

Três leis da robótica, de Issac Asimov:

Primeira Lei: um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano seja ferido.
Segunda Lei:
um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando elas conflitam com a Primeira Lei.
Terceira Lei:
um robô precisa proteger sua própria existência, contanto que ela não conflite com a Primeira ou a Segunda leis.

Para se distrair enquanto pensa no assunto: Conto de Walter M. Miller Jr. "Fui eu que fiz você"


4 comentários:

Lorena Martins disse...

esse filme foi tema de aula de economia :)
é ótimo, faz pensar sobre a vida.

Alexei Fausto disse...

Sou a favor do livre arbítrio aos robôs.

JOÃO RENATO disse...

Vale pros robôs a uma lei parecida pra que vale pros bois, "coma um boi antes que ele te coma". Adaptada seria "mate um robô antes que ele te mate". Taí os filmes de ficção que não nos deixam mentir.

JULIANO ANDRÉ disse...

Um grande paradoxo.

Caso: um robô X segue as diretrizes de Issac Asimov, este qual está sujeito as ações de um humano Y. Um segundo humano (J) executa uma ação que pode vir a acarretar a falência do humano Y, o que o robô X faria?


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Sabendo que tais possibilidades não poderiam ser processadas a um intervalo curto de tempo, um robô não saberia distinguir o que está de fato acontecendo, e se fosse programado uma auto defesa para tal ato a própria tese defendida por Issac Asimov iria entrar em contradição, portanto eu acho essa idéia um tanto quando poética e nada concreta.