domingo, 20 de julho de 2008

Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone

Um tempinho atrás eu vim aqui para falar da distribuidora de livros independentes, Os Viralata. Eu imagino que o dono da iniciativa, Albano Martins Ribeiro, tenha ficado muito satisfeito em ver um post falando bem sobre o seu site porque ele me mandou o livro dele. O presente foi recebido, adorado, lido e agora eu gostaria de falar um pouco sobre ele. É o livro da foto aí de cima, de nome "Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone", sendo que Branco Leone é seu pseudônimo.

Quando eu peguei o livro a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa ser preto e branco. Quem já foi no site dele deve ter visto que ele tem uma seção com dicas para quem quer publicar sem uma editora e com o livro em mãos, pude ver que ele não só fala sobre o assunto como também faz. O livro não tem aquele acabamento fantástico dos livros de editora, mas também não tem o preço extorsivo que as editoras cobram pelos seus livros bonitinhos. Custa R$ 19,25 com o frete. E o mais importante: É um livro bonito visualmente, bem feito e com uma capa bacana.

Já o conteúdo é outro assunto:

Alguém lembra do começo da internet? Quando os blogs não eram de dicas (como o meu), mas sim de textos autorais? Um tempo longínquo em que as pessoas realmente se sentavam nos seus computadores para escrever um pequeno texto (ou um longo texto, na época podia) sobre um fato curioso da sua vida ou somente alguma coisa que você estava pensando. E outras pessoas realmente se sentavam para acompanhar eles? Eu fiquei quase saudosista ao ler o livro de Branco Leone. O tempo que os blog eram pequenos diários nos permitia mais tempo para ler o que existia e mais tempo para escrever também.

São 98 páginas de pequenas histórias que alguém achou que valia a pena contar. Uma carta de despedida para o seu cabelo, a incapacidade de uma criança de achar objetos dentro de casa, a opinião dele sobre comentários elogiosos, mas sem sugestões de como melhorar. São assuntos variados escritos de uma forma leve e interessante.

Nada que está no livro é inédito, todos os textos já foram publicados em blog e você pode ir lá e ler todos eles de graça, sem pagar pelo livro ou pelo e-book. Mas se fizer isso não vai poder ler no ônibus, na fila, na sala de espera ou na cama. Eu digo isso porque, para mim, o livro com os seus pequenos textos é perfeito para ficar na mochila e ler naqueles momentos em que você não tem muito tempo para conseguir concentrar no livro-cabeça que você comprou, mas gostaria de ler algo leve e interessante.

Não preciso nem dizer que eu gostei do livro, acho que ficou mais do que claro aqui. E parece que, sem perceber, acabei de quebrar mais um tabu. Livros independentes não são, necessariamente, leituras dificeis e densas de pessoas que defendem pontos de vistas extremos. São só isso, livros independentes, publicados sem uma editora. Nada de muito complexo aí.

7 comentários:

fabio disse...

oi :)
Já se entediou com aquele livro japonês bobão? Eu tenho um outro pra te mostrar! Não acredito que me esqueci desse.. :P

Flávia Denise de Magalhães disse...

Eu li ele todo! E ele é bobão mesmo... Tipo de repente ele acabou e nem estava no final eu virei a página e não tinha mais livro!!

gi galvão disse...

:)

A Broca Literária disse...

Oi. Redigi um comentário no tópico sobre a Broca Literária.

Um grande abraço.

JOÃO RENATO disse...

pois é, sempre tem um bobo pra matar o "formato livro". A graça do livro é mesmo essa, de poder levar pra qualquer lugar, até mesmo um ônibus abandonado no meio do nada no Alasca... rs
depois quero esse emprestado!

Alexei Fausto disse...

Ei, também quero esse emprestado depois.

Branco Leone disse...

Resposta atrasada (não vi este comentário na época), mas agradeço as palavras agradáveis. É sempre bom saber o que pensam do que se escreve, e é raro ler alguma coisa com pé e cabeça.
Quanto ao João Renato e ao Alexei Fausto, pô, eles podiam querer comprar o livro, oa invés de o pedir emprestado. Tudo bem, vá lá, estou precisando rodar mais mesmo...
abraço