sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Strange Angels

Dru Anderson caça vampiros, lobisomens, fantasmas e outros seres sobrenaturais desde que sua avó morreu, deixando-a sozinha com seu pai caçador. Ela não fica mais que alguns meses em cada cidade, sempre passando despercebida pelas escolas e tentando evitar fazer amigos que não poderá manter. Isso até o dia em que seu pai volta para casa depois de uma noite de caçada como um zumbi e tenta matá-la.

Depois de usar a arma do próprio pai para acabar com o zumbi, Dru sai de casa. Ela procura por um lugar seguro para passar a noite, mas a cidade está no meio de uma nevasca e, como sempre se manteve distante, ela não tem ninguém para quem ligar. Está sozinha, com frio e sendo perseguida pelas criaturas que mataram seu pai.

É claro que Dru vai encontrar uma figura masculina para tomar conta dela ainda no começo do primeiro livro da série (que, apesar de legal, é bem machista). Graves oferece um lugar para ela passar a nevasca e aceita qualquer informação sobre o “Mundo Real” sem se incomodar com os seres sobrenaturais. Apesar da ajuda, será necessário mais do que um ombro amigo para escapar de quem matou o pai de Dru.

INFO Editora Novo Século // 288 páginas // R$ 34,90

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sem cérebro, mas boa de luta


Usar a expressão "figuras femininas" é quase garantir que ninguém vai ler o seu texto. Isso porque, apesar da luta feminista ter conquistado grandes liberdades e direitos para as mulheres, o assunto tem um ranço de chatice, que dá sono em qualquer um. Com isso em mente, abro mão de metade (ou mais) dos meus leitores neste post. Estou falando do papel da mulher na literatura. Mas não tomei a decisão de escrever sobre isso a toa. Simplesmente sinto que, apesar de insuportável, o assunto tem que ser discutido de vez em quando.



Eu digo que ele tem que ser discutido porque estou lendo livros de fantasia às dezenas. Pelas minhas contas, já devo ter lido mais de 10 séries completas, o que deve totalizar mais de 50 livros, então me sinto no direito de falar com propriedade quando digo que as mulheres são retratadas como perfeitas idiotas na maioria deles.

Em inglês já foi até cunhada a expressão "too stuborn to live" (teimosa demais para sobreviver), que remete àquela heroína que não aceita a opinião de ninguém e faz tudo do seu jeito, só para ser salva por um homem mais inteligente, forte e sensato do que ela.

As mulheres dos livros de fantasia são lindas, fortes, sabem bater e não deixam ninguém mandar nelas. Todas características de uma mulher independente. Porém, elas não seriam capazes de passar mais de uma semana sozinhas. De que adianta ser forte e boa de luta se ela não sabe a hora de bater e a hora de conversar? Qual é o objetivo de ser teimosa e não deixar ninguém ditar sua vida se ela só toma decisões ruins, que exigem que um batalhão de homens vá salvá-las de uma situação que elas mesmas criaram?

Essas mulheres não são independentes. São simplesmente uma releitura do século XXI da mulher indefesa, que precisa que alguém tome conta dela. E isso me deixa preocupada. Afinal de contas, elas tentam se passar por figuras femininas fortes e acabam mostrando para jovens e adolescentes uma modelo que não vale a pena seguir. A da mulher que só finge ser forte, mas não é realmente capaz de cuidar de si mesma.

A própria Bella, de Crepúsculo, é uma delas. Inteligente, destemida, sensata, mas incapaz de descer uma escada sem cair no chão. Luce, de Fallen, está sendo salva pelo seu anjo particular desde o começo dos tempos e sempre que reencarna se mete na mesma confusão. Zoey, da série Casa da Noite, é incapaz de um relacionamento monógamo e ao longo da série acumulou vários homens que estão dispostos a morrer para protegê-la dos seus erros.

Aos homens

Não entenda mal. Não tenho nenhum problema com homens ajudando as mulheres Ou as mulheres ajudando os homens. Sou totalmente a favor do trabalho em equipe. Eu simplesmente gostaria de vê-las conversando com os personagens masculinos antes de entrar em um universo alternativo super perigoso de biquini e segurando uma faca.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Se Harry Potter fosse brasileiro


Harry Potter é provavelmente um dos personagens mais amados da literatura. Tão amado que todo mundo quer se comparar com ele e seus amigos.

Foi isso que grande parte dos brasileiros fez na semana passada. Com a hashtag #seharrypotterfossebrasileiro, milhares de pessoas exerceram a sua imaginação criando os melhores tweets dos últimos tempos.

A brincadeira pegou igual fogo no mato e sumiu ainda mais rápido. A tag foi criada entre 19h e 20h do dia 15 de novembro e já era trending topic no mesmo dia, às 22h38.

A brincadeira durou toda a semana, mas, na sexta-feira, dia 19, já tinha mais gente reclamando que não aguentava mais do que gente inventando piadas.


Para quem perdeu a febre, fica uma seleção das melhores.


#seharrypotterfossebrasileiro o Ministério da Magia não seria segredo, seria escândalo.

#seharrypotterfossebrasileiro Lord Valdemort comandaria via Mobile de dentro do Bangu I.

#SeHarryPotterFosseBrasileiro ele teria sido vendido aos 14 anos pra um clube de Quadribol europeu.

#SeHarryPotterFosseBrasileiro Cada aluno ia ter que passar pelo Chapéu Seletor umas nove vezes porque a seleção seria organizada pelo INEP

#SeHarryPotterFosseBrasileiro o Rony se chamaria Ronyscleidson Wesley da Silva, e teria entrado em Hogwarts pelo PROUNI.

#seharrypotterfossebrasileiro hogwarts seria um terreiro de macumba.

#SeHarryPotterFosseBrasileiro O beco diagonal seria a 25 de março

#seharrypotterfossebrasileiro a série não faria tanto sucesso

#seharrypotterfossebrasileiro os dementadoes seriam treinados pelo cap Nascimento

#SeHarryPotterFosseBrasileiro Lord Voldemort teria se imortalizado criando seis "Orkutes".

#SeHarryPotterFosseBrasileiro O torneio tribruxo seria apresentado por Pedro Bial.

#seharrypotterfossebrasileiro a Xuxa faria uma participação especial

#seharrypotterfossebrasileiro a melhor varinha seria a feita de Pau-brasil kkkk


OBS: Os tweets não estão assinados porque era impossível saber quem foi o criador original de cada piada e não fazia sentido dar o crédito a quem somente retuitou.