quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Bridget Jones para jovens

Esse é para garotas!

A jornalista Fernanda Pinho é fã de livros nada feministas como Diários de Bridget Jones e Sex and the city. Por quê? Pelo mesmo motivo que a maioria de nós (garotas) gosta deles (ou de quaisquer outros) livros: até certo ponto nos identificamos com seus personagens. Porém, esses são livros de mulheres com seus mais de trinta anos e Fernanda (e eu e talvez você) tem muito menos. Assim ela descobriu que sair da adolescência para a vida adulta é tão complicado quanto sair da infância para a adolescência. E nessa fase não tem nem soutiens menina-moça pra você sentir que alguém se importa com o que você está passando.

Não preciso nem falar que ela resolveu criar algo sobre esse momento único na vida de uma garota. O resultado foi o livro “E se eu fosse uma frigideira?” Nas suas próprias palavras: "A Thelma está em plena crise dos 20. Eu fiz questão de focar nisso, pois percebo que os produtos dedicados às mulheres de 20 e poucos anos – seja na literatura, no cinema ou no jornalismo – são mínimos, se consideramos tudo o que é dito e feito para e sobre as balzaquianas ou as adolescentes, por exemplo", explica.

Agora, sendo honesta, eu não sei bem o que esperar de um livro assim. Claro, a idéia é interessante, mas será que ela conseguiu criar algo específico para a “galerinha” dos 20 ou só está reproduzindo as situações de Sex and the City sem a parte que se você não casar logo, vai ficar velha? Por outro lado, o livro pode ser fenomenal e realmente falar de inquietações típicas dos 20 anos como espinhas fora da adolescência e será que eu caso com meu namorado enquanto sou nova ou vou investir na minha carreira e tentar procurar outro cara legal depois ou dá pra casar e trabalhar de verdade? Ou algo mais acadêmico, que nem passa na cabeça da Carrie ou da Bridget: Pós-graduação: eu preciso disso? Mestrado vale a pena?

O nome do livro já dá uma idéia de que talvez não seja muito diferente da eterna busca pelo amor (de preferência o do Big) de Carrie. E se eu for uma frigideira se refere à busca de um par perfeito, uma tampa pra panela e frigideira não tem tampa (sacou?).

Para quem animar, um trechinho do livro:

"A Poliana, minha amiga mais boêmia, agora acorda de madrugada aos sábados para correr em volta da lagoa, sabe por quê? Porque ela namora um personal trainer e aquele monte de músculo colocou na cabeça dela que isso é importante. A Gisela cismou que quer sair da faculdade de Letras para cursar Engenharia Mecatrônica, só para controlar os passos do Fábio. E a Cíntia vai se mudar para Salvador, no fim do ano, para ficar mais perto do Zé Pedro. Esses homens são uns controladores, estão mudando a vida, a personalidade, o rumo da história das minhas amigas. Elas estão cegas, obcecadas, apaixonadas e eu sinto uma profunda inveja delas por isso. Eu quero morrer!!!!!"

**Dica de Tais Oliveira do indioteca e do pílula pop

4 comentários:

Alexei Fausto disse...

nossa, eu sei que, livro pra menina, mulher, velha... são chatos.

Alexei Fausto disse...

pra mim, claro.

Flávia Denise de Magalhães disse...

rsrsrs

Taís Oliveira disse...

nossa, me identifiquei demais com esse post! vc sabe realmente quais são as inquietações de uma "mulher" de 20! hahahaha
eu achei a idéia do livro bem legal, mas depois de ler os trechos, sei lá... parece bem estereótipo, e como vc disse, uma tranferencia dos problemas das mais velhas pras jovens...
pq tipo, com 20 anos é mais raro alguem se desesperar por ser uma frigideira... vc ainda tem a vida pela frente!
brigadão pelos links, que coisa gentil!