quarta-feira, 21 de abril de 2010

O que é que essa Alice tem?

Por que tanta fascinação com a loirinha curiosa?


É Alice para cá, Alice para lá. Com a iminência da estreia nacional do filme de Tim Burton, que acontece sexta, dia 23, nunca se falou tanto em uma certa loirinha que, por curiosidade, acabou indo parar em dois mundos para lá de estranhos.

Hoje considerara muito mais uma fábula moderna, Alice na verdade surgiu no século XIX, nas páginas do inglês Lewis Carroll. O impacto dos livros é sentido até hoje. O filme Matrix, a série Lost e o livro, que também é filme, Crônicas de Nárnia são algumas obras que foram, de alguma forma, inspiradas pelos dois livros escritos por Lewis Carroll há 145 anos e que continuam falando de algo que atrai leitores atuais: A curiosidade inocente e egoísta em frente ao nonsense que é o mundo.

Alice entra no País das Maravilhas da mesma forma que a maioria de nós entra em alguma confusão. Ela segue alguém interessante (no caso, o Coelho) e se vê em um lugar que ela não entende, mas gosta - pelo menos no começo. A personagem entra em um mundo desconhecido pelo simples fato de querer saber como é do lado de dentro.

Essa compulsão em conhecer, sem se importar com as consequências é velha amiga de todos nós. A experiência ensina, com o tempo, que não se pode pular de cara em um buraco de coelho e sair por aí bebendo poções que você não conhece, mas ainda temos a necessidade, quase mórbida, de conhecer, de entender, de fazer parte do mundo bizarro e incompreensível que nos cerca. E a loirinha curiosa satisfaz essa vontade inteiramente. Ela se entrega ao mundo das maravilhas e, como já poderíamos esperar, sai machucada.


O País das Maravilhas acaba sendo uma experiência traumática, Alice sai do lugar perseguida pela Rainha de Copas, terrível tirana. Porém, ela não ganha um saudável medo pelo desconhecido. Em uma tarde de tédio, a loirinha observa o espelho da sala, que mostra tudo ao contrário e chega a uma conclusão óbvia. Através do Espelho, tudo é ao contrário. Querendo explorar a terra que espelha um tabuleiro de xadrez (vermelho e branco), ela consegue atravessar o vidro e fazer uma visita aos estranhos seres que vivem lá.

Por isso, talvez, ainda somos tão fascinados pela loirinha. Ela representa a nossa curiosidade, nossa vontade de conhecer e a nossa capacidade de não se abater com as experiências ruins, pois podemos sempre voltar para casa, onde o nonsense não pode entrar, mas o tédio impera.

Tim Burton no País das Maravilhas

O cineasta americano lança a sua interpretação da história de Alice nesta sexta-feira em todo o Brasil. O diretor é o melhor quando se trata de transpor clássicos da literatura para as telas do cinema sem perder a magia que fez do livro um sucesso.

Veja as mudanças de traço de Alice

Porém, quem ama a personagem porque amou o filme da Disney deve ir ao cinema com cautela. Em entrevista, o diretor avisou: baseou o filme dos livros e não na versão infantilizada da história dos anos 50. Vá ao cinema com isso em mente. E depois me conta o que achou!


Mais sobre Alice:

The complete Alice in Wonderland

H. Stern lança anéis inspirados em Alice

3 comentários:

Mariana Patrício Melo disse...

quando eu era criança vi o filme da Disney várias vezes, até hoje ainda gosto muito. já li os livros também e agora to pronta pra versão do Tim que vai ser um pouco diferente, o jeito dele né.
sábado eu verei o filme, uma por causa de Burton, outra porque gosto mesmo de Alice, mas acho que principalmente para ver o Johnny Depp num dos personagens mais loucos que ele fez suponh :)

Stella disse...

Olá, Flávia, tudo bem?

Estou passando rapidinho pra dizer que gostei bastante do seu cantinho e o linkei no meu blog.

Grande abraço de uma conterrânea sua!

Flávia Denise de Magalhães disse...

Oi Mariana!

Eu tb adoro o filme da Disney e já vi ele várias vezes, mas a verdade é triste e o filme do Tim Burton é ruim...